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Escrito por Samuel Adiers Stefanello

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Conheça o INVEST e descubra como escrever boas histórias de usuários

Histórias de usuários são a ponte que o desenvolvedor precisa para chegar em uma solução personalizada. Claro que não se troca uma boa história de usuário pela documentação ou por qualquer planejamento de um método ágil. No entanto, elas ajudam a refinar funcionalidades do software e validar decisões no processo. E não há melhor forma de validar a história de seu usuário do que com o INVEST.

Saiba mais, neste artigo, sobre a metodologia INVEST. Por que esse modelo pode ser importante para nortear o seu projeto? Confira a seguir.

O que define uma boa história de usuário?

Histórias de usuários têm origem já no final da década de 1980. Funcionalidades desejadas pelo usuário tornavam-se mais bem representadas por meio de listas de histórias de usuários. Uma história de usuário geralmente é representada de modo informal, identificando uma funcionalidade. Exemplo: “o usuário deseja adicionar um item em uma lista personalizada x”.

Em XP (extreme programming), histórias de usuário foram uma técnica altamente difundida nas demais metodologias ágeis. Product Owners e gestores de projeto passaram a incorporar técnicas como personas para que o projeto gerasse valor e tivesse maior foco no usuário final.

Assim, uma boa história de usuário deve agregar ao projeto e fazer com que a solução se aproxime das necessidades reais do usuário. Aplicar as características do modelo INVEST faz com que essas histórias sejam validadas e priorizadas.

Afinal, o que é INVEST?

INVEST nada mais é do que a sigla das características ideais para boas histórias de usuário. São elas:

I (Independent – Independente)

As histórias de usuários devem ser independente das outras. Considere, por exemplo, o planejamento de um formulário. Os desenvolvedores têm duas histórias de usuários que consultam uma lista em diferentes campos desse formulário.

Para que o planejamento seja conciso, é importante que essas histórias, que dependem de uma mesma infraestrutura, sejam unidas. Ou, ainda, que sejam tidas como parte de uma história de usuário mais abrangente. Assim, a implementação não precisa controlar as dependências de duas histórias.

N (Negotiable – Negociável)

Embora a história do usuário traga importantes insights para o desenvolvimento, ela ainda é apenas um desejo. Por isso, é importante que ela seja concisa e negociável, isso é, que tenha um ponto de partida de escopo variável. Isso permite separar e conversar sobre a prioridade de diferentes funcionalidades em uma mesma história de usuário.

V (Valuable – Valiosa)

Toda história de usuário válida deve gerar valor de negócio. Isso pode ser simples de definir a princípio, mas é importante lembrar de que cliente e usuário podem ter percepções diferentes desse valor. Por isso, é crucial que o desenvolvedor possa contar com histórias de usuários que tenham valor e possam, assim, ser priorizadas.

E (Estimable – Estimável)

Em metodologias ágeis, é essencial que o sprint resulte em uma funcionalidade ou solução concreta antes do próximo sprint. Para isso, é preciso que a história de usuário seja estimável, ou seja, que os desenvolvedores possam compreender o funcionamento do que está sendo colocado. Ou, ainda, colocar outra história que permita que se chegue aos testes e às tecnologias ideais.

S (Sized-Apropriately – Tamanho Ideal, também colocado como Small – Pequena)

Histórias de usuários devem gerar o mínimo possível de incertezas e de dificuldade de estimá-las. Uma história como “Um usuário do software ERP organiza itens”, por exemplo, pode ser dividida em diversas histórias. É preciso evitar histórias grandes demais, permitindo que se criem tarefas e estimativas de acordo com o sprint ou a prioridade do projeto.

T (Testable – Testável)

Nenhuma história é validada se não houver critérios definidos para isso. Uma história do tipo “Um usuário espera muito para carregar uma página”, por exemplo, não é testável. Já a mesma história dizendo “Um usuário espera mais de dois minutos para carregar uma página” oferece um critério testável.

Você já utiliza o INVEST para escrever boas histórias de usuários? Como as histórias de usuários são implementas em seu projeto? Acompanhe a InCuca e saiba mais sobre o processo de desenvolvimento de software e soluções tecnológicas. Até a próxima!

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