Como escolher consultoria de SEO técnico: auditoria, Core Web Vitals e GEO
A página de produto demora para abrir no celular, o Search Console acusa páginas fora do índice e alguém da diretoria perguntou por que a empresa não aparece quando pergunta ao ChatGPT. Chegaram propostas de auditoria técnica. Uma entrega um relatório longo gerado por ferramenta, outra promete a primeira posição, a terceira fala de GEO sem explicar o que faz. Este guia mostra os critérios para escolher, os entregáveis que se deve exigir, como mostrar o valor para a diretoria com métrica de negócio e os sinais de alerta que o próprio Google documenta.
O que uma consultoria de SEO técnico faz
SEO técnico é o trabalho que garante que o Google e os assistentes de IA conseguem encontrar, ler e entender as páginas do site. Conteúdo e reputação decidem se a página merece aparecer; a parte técnica decide se ela tem chance de ser considerada. Uma auditoria técnica completa cobre seis frentes:
- Rastreamento: o robô consegue chegar às páginas?
robots.txt, links internos, redirecionamentos, erros de servidor. - Indexação: as páginas que importam estão no índice?
noindexesquecido, canônico errado, conteúdo duplicado. - Renderização: o conteúdo aparece para o robô ou só depois de JavaScript que ele pode não executar a tempo?
- Velocidade e estabilidade: os Core Web Vitals, medidos com usuários reais.
- Dados estruturados: marcações que dizem ao buscador o que é produto, empresa, pergunta e resposta.
- Presença em respostas de IA (GEO): se as páginas certas estão acessíveis para os robôs de IA e se a marca aparece nas respostas para as perguntas do seu comprador.
Produção de conteúdo e aquisição de links costumam ser contratadas à parte. Confira na proposta o que está dentro e o que fica fora. Os temas de cada frente estão na biblioteca Busca e IA, e os problemas mais comuns em erros de SEO técnico.
Quais critérios usar para escolher a consultoria
| Critério | O que perguntar | Resposta boa | Sinal de alerta |
|---|---|---|---|
| Dado de campo | De onde vêm os números de velocidade? | Search Console e Chrome UX Report, com teste de laboratório para achar a causa | Só a nota do Lighthouse de uma página |
| Priorização por impacto | Por onde começamos, e por quê? | Lista ordenada pelas páginas que trazem lead ou venda, com esforço estimado | Centenas de itens com a mesma prioridade |
| Quem implementa | Vocês corrigem ou recomendam? | Divisão clara: tarefa pronta para o dev ou correção feita por eles, com teste | “Mandamos o relatório e o seu time resolve” |
| Método aberto | O que exatamente vão mudar no site? | Cada mudança explicada, com o motivo | Método secreto ou “fórmula própria” |
| GEO com base técnica | Como vão medir a presença em respostas de IA? | Lista fixa de perguntas repetida no tempo, sobre páginas indexadas | Truque ou arquivo especial vendido como requisito |
| Métrica de negócio | Como vamos saber se valeu o investimento? | Lead e venda de origem orgânica, por página, antes e depois | Só posição de palavra-chave |
| Experiência com a sua plataforma | Já trabalharam com o nosso CMS e com migração? | Casos com a mesma stack e cuidado com redirecionamento | Recomendação genérica, igual para qualquer site |
O Google publica um guia para quem vai contratar SEO. Ele sugere pedir exemplos de trabalhos anteriores, perguntar se o fornecedor segue as diretrizes do Google Search Essentials, que resultado ele espera e em quanto tempo, e se vai explicar todas as mudanças que propõe[1]. Os critérios acima acrescentam o que o comprador B2B precisa: priorização por receita e medição de negócio.
O que exigir numa auditoria de Core Web Vitals
Core Web Vitals são três medidas de experiência que o Google usa como referência: quanto demora para o conteúdo principal aparecer, quanto a página demora para responder a um toque e quanto o layout pula enquanto carrega. O Google diz que elas se alinham ao que os sistemas de ranking buscam recompensar, junto com outros aspectos de experiência de página[2]. Nota boa ajuda, mas não assegura posição.
| Métrica | O que mede, pelo efeito | Limite de “bom” |
|---|---|---|
| LCP (Largest Contentful Paint) | Quanto tempo o visitante espera até ver o conteúdo principal | até 2,5 segundos |
| INP (Interaction to Next Paint) | Quanto a página demora para reagir a um clique ou toque | até 200 milissegundos |
| CLS (Cumulative Layout Shift) | Quanto o layout pula, e faz o visitante clicar no lugar errado | até 0,1 |
O ponto que separa auditoria boa de auditoria fraca é a origem do número. Dado de campo vem de visitantes reais: é o que o relatório de Core Web Vitals do Search Console e o Chrome UX Report mostram[4]. Dado de laboratório vem de um teste simulado, como o Lighthouse. O laboratório serve para achar a causa; o campo diz se o problema existe para quem visita. Exija os dois, com o campo mandando na prioridade. O guia completo das métricas está em Core Web Vitals.
Peça também a leitura por modelo de página: home, página de serviço, post, página de produto, landing page. Um site costuma ter poucos modelos, e corrigir o modelo corrige todas as páginas dele de uma vez.
O que uma auditoria de GEO precisa incluir
GEO (Generative Engine Optimization) é o trabalho de fazer a empresa ser encontrada e citada nas respostas de assistentes de IA. O Google diz que não há requisito extra para aparecer no AI Overviews e no modo IA, nem necessidade de arquivo especial para IA: valem as mesmas práticas de SEO[5]. Por isso uma auditoria de GEO séria começa pela base técnica e depois mede a presença:
- Acesso dos robôs. O
robots.txte o firewall deixam passar os robôs de busca e de IA que você quer? Ver robôs de IA. - Páginas que respondem à pergunta do comprador. Para cada pergunta longa do seu cliente, existe uma página indexada que responde direto?
- Lista fixa de perguntas. Um conjunto de perguntas reais, repetido nos assistentes em datas marcadas, com o registro de quem aparece e quem é citado.
- Menção por terceiros. Onde a marca é citada fora do próprio site, porque as respostas de IA também usam essas fontes.
Um detalhe de medição: o Search Console soma o tráfego que vem do AI Overviews e do modo IA ao tráfego geral da busca, no tipo de pesquisa Web[5]. Quem promete um relatório separado desse tráfego vindo do Search Console precisa explicar de onde tira o número. O método completo está em GEO.
Quais entregáveis exigir no contrato
- Inventário de URLs com status de indexação, canônico e resposta do servidor.
- Relatório de Core Web Vitals com dado de campo, por modelo de página, celular e computador separados.
- Lista de problemas priorizada por impacto e esforço, com URL de exemplo e como reproduzir cada um.
- Tarefas prontas para o time de desenvolvimento, com critério de aceite: como saber que ficou certo.
- Revisão de
robots.txt, sitemap, canônicos e dados estruturados, com os erros do Search Console explicados. - Lista de perguntas de GEO com linha de base: onde a marca aparece hoje.
- Painel de acompanhamento que liga página, tráfego orgânico, lead e venda.
- Reteste depois de cada publicação, porque correção técnica volta a quebrar em atualização de tema, plugin ou servidor.
Quais são os sinais de alerta
- Promessa de primeira posição. O Google é direto: ninguém pode prometer a primeira posição, e quem afirma ter relação especial com o Google deve ser evitado[1].
- Método que não se explica. O mesmo guia recomenda desconfiar de quem é reservado sobre o que vai fazer[1].
- Esquema de links. Compra ou troca de links para subir posição fere as políticas de spam do Google e pode derrubar o site[6].
- Relatório de ferramenta sem leitura. Exportação automática com centenas de avisos, sem dizer quais importam para o seu negócio.
- Nota do Lighthouse como meta. Nota de laboratório de uma página não representa a experiência de quem visita.
- GEO vendido como atalho. Arquivo, marcação ou texto “para a IA” oferecido como requisito para aparecer, quando o próprio Google diz que não há requisito extra[5].
- Sucesso medido só por posição. Posição sobe em palavra que não traz comprador, e a diretoria continua sem saber o que mudou na receita.
Que perguntas fazer na reunião
- Olhando o nosso Search Console, qual é o problema técnico que mais custa hoje, e em quais páginas?
- Os números de velocidade vêm de visitantes reais ou de teste simulado?
- Vocês corrigem ou recomendam? Se recomendam, em que formato chega para o nosso dev?
- Como vão medir a nossa presença nas respostas de IA, e com quais perguntas?
- Como vamos ligar o tráfego orgânico ao lead e à venda no CRM?
- O que vocês esperam ver mudar, e em quanto tempo?
- Se refizermos o site no meio do contrato, como tratam a migração?
- Podem mostrar um trabalho anterior com o antes e o depois medidos?
A sétima pergunta pesa mais do que parece. Redesenho sem mapa de redirecionamentos é uma das formas mais caras de perder tráfego orgânico, e o passo a passo está em migração de site sem perder SEO.
Como apresentar a escolha para a diretoria
A diretoria aprova investimento quando vê o efeito em negócio. Posição média e nota de velocidade são indicadores do meio do caminho. A conta que ela entende liga a página à receita, nesta cadeia:
| Degrau | Métrica | Onde mora | Para quem |
|---|---|---|---|
| 1. Ser encontrado | Impressões e páginas indexadas | Search Console | Marketing |
| 2. Ser escolhido | Cliques e presença nas respostas de IA | Search Console e lista de perguntas | Marketing |
| 3. Converter | Leads de origem orgânica, por página | GA4 e formulários | Marketing e comercial |
| 4. Virar negócio | Oportunidades e vendas com origem orgânica | CRM | Diretoria |
| 5. Pagar a conta | Receita de origem orgânica contra o custo do trabalho | CRM e faturamento | Diretoria e financeiro |
Na apresentação, leve uma página com: o problema técnico em uma frase e as páginas afetadas; quantos leads essas páginas geram hoje; o que a consultoria vai corrigir, com esforço; como vai medir, do degrau 1 ao 5; e o que o time de TI ou de desenvolvimento precisa fazer. TI costuma vetar mudança que não entende, então mostre as tarefas no formato que o dev usa. Para ligar a origem ao CRM, veja atribuição.
Onde a Incuca entra nessa comparação
Este guia está no site da Incuca, que também faz auditoria técnica, Core Web Vitals e GEO. Considere esta seção como a de uma das propostas na mesa. O que fazemos diferente é ligar a auditoria à jornada inteira, do clique ao contrato: a prioridade vem das páginas que trazem lead, e a medição vai até a venda no CRM. Há consultorias muito boas focadas só na parte técnica, e elas podem ser a melhor escolha se a sua medição de negócio já está resolvida. Os critérios valem para nós também. Detalhes em consultoria de SEO.
Como conduzir a contratação na prática
O que liberar para as consultorias
Quem precisa entrar
- 1 Libere acesso de leitura ao Search Console e ao GA4 para as consultorias finalistas.
- 2 Peça o problema mais caro que elas veem, com as páginas afetadas.
- 3 Compare os entregáveis com a lista de oito itens deste guia.
- 4 Chame o dev ou TI para avaliar o formato das tarefas antes de fechar.
- 5 Marque a linha de base: leads e vendas de origem orgânica nas páginas prioritárias.
- 6 Agende a primeira releitura e o reteste depois de cada publicação.
Checklist para escolher consultoria de SEO técnico
FAQ
Perguntas frequentes sobre contratar SEO técnico
As dúvidas de quem precisa escolher a consultoria e mostrar o retorno para a diretoria.
Comece pelo que o seu site mostra hoje
Antes de comparar propostas, vale saber o estado atual do site: velocidade, indexação, acesso dos robôs de IA e rastreio de conversão. Com esse retrato na mão, fica mais fácil ver qual consultoria olhou o seu problema real. O Diagnóstico grátis do site faz essa leitura e mostra onde começar.
Referências
- [1] Google Search Central. Do you need an SEO? Tips for hiring an SEO. https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/do-i-need-seo
- [2] Google Search Central. Understanding Core Web Vitals and Google search results. https://developers.google.com/search/docs/appearance/core-web-vitals
- [3] web.dev. Web Vitals (limites de LCP, INP e CLS no percentil 75). https://web.dev/articles/vitals
- [4] Chrome for Developers. Chrome UX Report (CrUX): dados de experiência de usuários reais. https://developer.chrome.com/docs/crux
- [5] Google Search Central. AI features and your website (AI Overviews e modo IA). https://developers.google.com/search/docs/appearance/ai-features
- [6] Google Search Central. Spam policies for Google web search (esquemas de links). https://developers.google.com/search/docs/essentials/spam-policies