Quanto custa um site profissional para empresa em 2026
Você pede três orçamentos para o mesmo site e recebe R$ 1.500, R$ 9.000 e “depende, vamos conversar”. Ninguém está necessariamente errado. Cada fornecedor orçou uma coisa diferente com o mesmo nome. Este guia mostra as faixas de preço que existem com fonte pública, o que faz o preço subir ou descer, quanto custa manter o site por ano, o custo que o site barato cobra depois e como comparar propostas sem se enganar pelo total.
Por que o preço de um site varia tanto
“Site” cobre desde um cartão de visita de cinco páginas até um sistema que conversa com o CRM, com a mídia paga e com o estoque. O visual quase nunca explica a diferença de preço. O que explica é quanto é feito do zero, com o que o site precisa conversar e quem cuida dele depois do lançamento.
Por isso não existe uma tabela oficial de preço de site no Brasil. O que existe de dado público são as plataformas que reúnem orçamentos de profissionais autônomos. Elas mostram bem a ponta mais simples do mercado e servem de régua para o que vem sem integração.
Quanto custa cada tipo de site
A tabela junta as faixas que têm fonte pública. Onde não existe levantamento confiável, a linha diz o que muda o custo em vez de inventar um número.
| Tipo de site | Faixa de referência | O que costuma incluir | Fonte |
|---|---|---|---|
| Construtor pronto (Wix, Squarespace e similares) feito por você | mensalidade do plano + domínio | modelo pronto, hospedagem inclusa, edição visual | preço de cada plataforma |
| Site simples com freelancer | R$ 400 a R$ 2.000 | poucas páginas, modelo adaptado, formulário por e-mail | Cronoshare[1] |
| Landing page | R$ 800 a R$ 2.000 | uma página de campanha | Cronoshare[1] |
| Site de até 10 páginas | R$ 1.500 a R$ 5.000 (média de R$ 2.500) | institucional, sem integração declarada | GetNinjas[2] |
| Site completo com freelancer | R$ 2.500 a R$ 10.000 | mais páginas e recursos, escopo variável | Cronoshare[1] |
| Site em mais de um idioma | a partir de R$ 4.000 | versões traduzidas das páginas | Cronoshare[1] |
| Loja virtual montada por profissional | a partir de R$ 1.000, mais a mensalidade da plataforma | catálogo, checkout e meios de pagamento da plataforma | Cronoshare[1], Nuvemshop[4], Shopify[5] |
| WordPress com tema sob medida, CRM e medição | sem levantamento público confiável; orçado por escopo | design próprio, integrações, eventos de conversão, migração | não há |
| Headless (conteúdo separado do front-end) | sem levantamento público confiável; orçado por escopo | CMS e front-end construídos e hospedados em separado | não há |
Duas leituras ajudam a usar a tabela. A primeira: o valor da hora muda a conta mais do que qualquer tabela. A mesma plataforma mostra profissional júnior entre R$ 60 e R$ 120 por hora, pleno entre R$ 120 e R$ 200 e sênior ou consultoria entre R$ 200 e R$ 400[1].
A segunda: nas duas últimas linhas o preço sai do escopo, e é por isso que nenhum levantamento público consegue resumir. No WordPress com tema próprio, o custo vem de quantos modelos de página serão desenhados, de quantas integrações existem e de se há um site antigo com tráfego para migrar. No headless, soma-se o custo de ter duas peças: o painel de conteúdo e o front-end, cada um com hospedagem e manutenção. Na Vercel, por exemplo, o plano Pro custa US$ 20 por mês por pessoa, e o grátis é só para uso não comercial[9].
E a loja virtual?
Loja virtual quase sempre roda numa plataforma com mensalidade, e o custo de montar é só a entrada. Na Nuvemshop, os planos pagos vão de R$ 69 a R$ 449 por mês na cobrança mensal, e a tarifa por venda cai conforme o plano sobe[4]. Na Shopify, os planos padrão vão de US$ 19 a US$ 399 por mês na cobrança mensal, e o Plus começa em US$ 2.300, cobrados em dólar mesmo na página brasileira[5]. Somam-se meio de pagamento, aplicativos e frete. O projeto depende do catálogo e das integrações com estoque e ERP.
O que faz o preço subir ou descer
Em ordem de peso, pelo que vemos nos projetos:
| Fator | Encarece quando | Barateia quando |
|---|---|---|
| Integrações com CRM e ads | o formulário cria o negócio no CRM com a origem, e as conversões voltam para Google Ads e Meta | o formulário só manda e-mail |
| Design próprio | cada tipo de página é desenhado para o seu comprador | um modelo pronto é adaptado com cor e logo |
| Número de modelos de página | existem muitos layouts diferentes | poucos modelos se repetem em muitas páginas |
| Medição | eventos de conversão, pixels e GA4 são configurados e testados | fica só a tag padrão, sem evento |
| SEO técnico e migração | o site antigo tem tráfego e precisa de mapa de redirecionamentos | o domínio é novo e não há histórico a proteger |
| Idiomas | cada versão tem página, URL e marcação próprias | o site fala uma língua só |
| Conteúdo | texto, imagem e vídeo são produzidos no projeto | o conteúdo chega pronto e revisado |
| Acessibilidade | o site é feito para funcionar com leitor de tela e teclado | isso fica para depois, e custa mais corrigir |
Acessibilidade não é opcional para empresa com sede no Brasil: a Lei Brasileira de Inclusão obriga os sites mantidos por empresas com sede ou representação comercial no país a serem acessíveis[11]. Prever isso no projeto sai mais barato do que refazer telas depois.
A integração é a linha que mais muda o valor e a que mais aparece escondida. Se o site vai receber mídia paga, vale entender antes o que é integrar CRM e ads e por que isso decide se a campanha aprende com a venda ou só com o clique.
Quanto custa manter um site por ano
O custo de manter decide se o site continua funcionando. As linhas de todo ano, com referência pública:
| Item | Referência | Fonte |
|---|---|---|
| Domínio .com.br | R$ 40 por ano | Registro.br[6] |
| Hospedagem simples | média em torno de R$ 30 por mês | GetNinjas[2] |
| Plano de manutenção com freelancer | R$ 150 a R$ 250 por mês (básico) e R$ 250 a R$ 400 (pro) | Cronoshare[1] |
| Serviço de manutenção avulso | de R$ 100 a R$ 5.000 por pedido, média de R$ 300 | GetNinjas[3] |
| Plugins e licenças premium | varia por plugin; muitos cobram licença anual para receber atualização | preço de cada fornecedor |
| Plataforma de loja | de R$ 69 a R$ 449 por mês (Nuvemshop) ou US$ 19 a US$ 399 (Shopify), mais tarifas | Nuvemshop[4], Shopify[5] |
Manutenção é a linha que mais se corta e a que mais cobra depois. O WordPress roda em 40,2% de todos os sites da web[7], e o ecossistema dele recebeu 7.966 vulnerabilidades novas em 2024, 96% delas em plugins[8]. Plugin desatualizado é a porta de entrada mais comum. O que entra numa manutenção de verdade está em manutenção de WordPress.
O custo escondido do site barato
O site barato raramente fica caro no lançamento. Fica caro nos meses seguintes, em três lugares que não aparecem na nota fiscal:
- O site não mede. Sem evento de conversão, o Google Ads e o Meta não sabem qual clique virou contato. A campanha passa a otimizar para quem clica, não para quem compra, e a empresa segue pagando mídia sem saber qual campanha trouxe cliente.
- O lead não chega ao CRM. O formulário manda e-mail, alguém copia o contato para o CRM quando lembra, e a origem se perde. Integrar custa algumas horas no projeto. Não integrar custa a capacidade de ver a jornada inteira, do clique ao contrato, e de achar onde a venda para. Ver site B2B que gera leads.
- As IAs não leem o site. Para uma página aparecer como link nas respostas de IA do Google, ela precisa estar indexada e elegível para aparecer na busca com trecho[10]. Conteúdo que só aparece depois de JavaScript, robôs de IA bloqueados e página sem texto de verdade deixam a empresa fora da resposta. Ver robôs de IA.
Se o seu site já está no ar, dá para ver o que ele perde antes de pedir qualquer orçamento.
Quando refazer e quando reformar o site
Muita gente pede site novo quando o problema cabe numa reforma. A pergunta que decide é onde está o defeito: na base ou na superfície.
| Sinal | Reformar | Refazer |
|---|---|---|
| Plataforma | atualizada e com suporte | sem atualização, presa a quem fez ou sem como editar |
| Velocidade | lenta por imagem ou plugin pesado | lenta pela estrutura do tema |
| Medição e CRM | falta ligar evento e integração | o site não aceita integração sem gambiarra |
| Posicionamento | a oferta é a mesma, o texto envelheceu | a empresa mudou de público ou de oferta |
| Tráfego orgânico | o site tem páginas que trazem visita | não há histórico relevante a proteger |
O critério completo para decidir, com os sinais de cada caso, está em redesign de site. Se a decisão for refazer, o passo a passo para não perder posição no Google está em migração de site sem perder SEO.
Como pedir orçamento e comparar propostas
Proposta comparada pelo total é o erro mais comum. A mais barata quase sempre é a que deixou linhas de fora. O jeito de evitar é pedir o mesmo escopo a todos e abrir cada proposta linha a linha.
| Linha da proposta | Pergunta a fazer | Sinal de alerta |
|---|---|---|
| Estratégia e mapa de páginas | Quais páginas, para quem e com qual ação principal? | a proposta começa direto pelo layout |
| Design | Quantos modelos de página serão desenhados? | “template personalizado” que é troca de cor |
| Integrações | O formulário cria o negócio no CRM com a origem? | “formulário de contato” sem dizer para onde vai |
| Medição | Quais eventos de conversão serão configurados e testados? | a palavra medição não aparece |
| SEO técnico e migração | Existe mapa de redirecionamentos das URLs antigas? | “SEO incluso” que é um plugin instalado |
| Conteúdo | Quem escreve e quem revisa os textos? | “conteúdo por conta do cliente”, sem prazo |
| Hospedagem | Onde o site fica e quem responde se cair? | hospedagem compartilhada sem monitoramento |
| Depois do lançamento | Quem atualiza, em quanto tempo e quanto custa por mês? | manutenção cobrada só quando algo quebra |
| Propriedade | Domínio, código e acessos ficam no nome de quem? | domínio registrado no nome do fornecedor |
Como implementar na prática
Onde os dados moram
Quem precisa entrar
- 1 Escreva o objetivo numa frase: o que o visitante deve fazer e o que acontece depois. Exemplo: pedir orçamento, e o pedido cair no CRM com a origem.
- 2 Liste os modelos de página: home, serviço, artigo, contato, landing page. Cada modelo é desenhado uma vez e se repete.
- 3 Liste as integrações obrigatórias: CRM, automação, agenda, chat, ERP. Cada uma é uma linha.
- 4 Levante o tráfego do site atual no Search Console. Se há páginas com impressões, peça a migração no escopo.
- 5 Mande o mesmo briefing a todos os fornecedores e peça a proposta separada em projeto e custo mensal.
- 6 Compare linha a linha, com a tabela acima, antes de olhar o total.
- 7 Pergunte pelo dia seguinte ao lançamento: quem responde, em quanto tempo e quanto custa.
Checklist antes de aprovar um orçamento
FAQ
Perguntas frequentes sobre quanto custa um site
As dúvidas de quem vai pedir orçamento, refazer o site ou entender a fatura de todo ano.
O site mais barato é o que continua trazendo negócio
Quando a Incuca orça um site, a proposta separa projeto e custo mensal e traz as linhas que costumam sumir: formulário ligado ao CRM com a origem, eventos de conversão testados, mapa de redirecionamentos quando há tráfego a proteger e manutenção depois do lançamento. O preço sai do escopo, conversado antes de começar. Se você quer entender o que o seu site precisa, comece pelo desenvolvimento de sites.
Referências
- [1] Cronoshare. Quanto custa criar um site? Preços em 2026 (orçamentos enviados por profissionais na plataforma). Atualizado em 30/01/2026. https://www.cronoshare.com.br/quanto-custa/criar-site
- [2] GetNinjas. Quanto custa fazer um site? Preços e orçamentos (custo médio, menor e maior; domínio e hospedagem). https://www.getninjas.com.br/design-e-tecnologia/desenvolvimento-de-sites-e-sistemas/preco/fazer-um-site
- [3] GetNinjas. Custos médios de fazer um site e de manutenção de site. https://www.getninjas.com.br/design-e-tecnologia/desenvolvimento-de-sites-e-sistemas/orcamentos/30516112-quanto-custa-criar-uma-loja-virtual
- [4] Nuvemshop. Planos e preços. Consultado em 29/09/2026. https://www.nuvemshop.com.br/planos-e-precos
- [5] Shopify. Preços (planos em dólar na página brasileira). Consultado em 29/09/2026. https://www.shopify.com/br/precos
- [6] Registro.br. Sobre domínios (custo anual do registro .br). https://registro.br/dominio/
- [7] W3Techs. Usage statistics and market share of WordPress. Medição de 29/09/2026. https://w3techs.com/technologies/details/cm-wordpress
- [8] Patchstack. State of WordPress Security in 2025 (vulnerabilidades de 2024). https://patchstack.com/whitepaper/state-of-wordpress-security-in-2025/
- [9] Vercel. Pricing (plano Pro e uso do plano Hobby). Consultado em 29/09/2026. https://vercel.com/pricing
- [10] Google Search Central. AI features and your website. Atualizado em 10/12/2025. https://developers.google.com/search/docs/appearance/ai-features
- [11] Brasil. Lei nº 13.146/2015, Lei Brasileira de Inclusão, art. 63. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm