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UTM: como criar, padronizar e fazer a origem do lead chegar ao CRM

A diretoria pergunta de onde vieram os leads do trimestre. O GA4 mostra “facebook”, “Facebook”, “fb” e “instagram-stories” como quatro origens diferentes, e o CRM mostra “Não identificado” em um terço dos negócios. O dinheiro foi gasto, os leads chegaram, e ninguém consegue dizer qual campanha vendeu. UTM é a parte mais simples da medição de marketing, e é por isso que quase ninguém cuida dela. Este guia cobre os parâmetros que o GA4 lê, um padrão de nomenclatura com exemplos, onde usar e onde não usar, como a UTM convive com a marcação automática do Google Ads e com os parâmetros da Meta, como gravar a origem no formulário e levar ao CRM, e como conferir no GA4.

Também chamada:
parâmetros UTM · UTM tags · marcação manual · campaign tagging · parâmetros de campanha
Onde fica:
no fim do endereço do link (depois do ?), lida pelo GA4 e gravada pelo formulário no CRM
Cadência:
padrão revisto a cada trimestre; conferência de cobertura no CRM todo mês
Resposta rápida
UTM são parâmetros que você acrescenta ao link de uma campanha para dizer ao GA4 de onde veio o visitante: utm_source (quem mandou), utm_medium (o meio), utm_campaign (a campanha), utm_term e utm_content. O Google pede sempre os três primeiros e trata os valores como sensíveis a maiúsculas. Para a origem chegar ao CRM, o formulário precisa ler a UTM da URL, guardar em campos ocultos e enviar junto com o lead. Nunca use UTM em link interno do próprio site.
Regra de conferência: leads do mês com utm_source preenchido no CRM ÷ total de leads do mês que vieram do site

O que é UTM

UTM (Urchin Tracking Module) é um conjunto de parâmetros no fim de uma URL. Um link com UTM fica assim:

https://www.exemplo.com.br/orcamento/?utm_source=linkedin&utm_medium=paid-social&utm_campaign=2026-10-diagnostico-industria&utm_content=video-30s

A página é a mesma com ou sem os parâmetros. O que muda é que o GA4 lê cada um e grava como origem, meio e campanha da visita. Sem eles, o GA4 só tem o referenciador (o site de onde a pessoa veio), que muitas vezes chega vazio. Aí a visita vira “direto”, e esse é o assunto de Tráfego direto no GA4.

Os cinco parâmetros clássicos e os que o GA4 acrescentou

ParâmetroO que respondeExemplo
utm_sourceQuem mandou o visitantegoogle, linkedin, newsletter
utm_mediumPor qual meiocpc, paid-social, email
utm_campaignQual campanha, produto ou promoção2026-10-diagnostico-industria
utm_termA palavra-chave pagaconsultoria-revops
utm_contentQual criativo ou link, dentro da mesma campanhavideo-30s, botao-topo
utm_idO ID da campanha24273
utm_source_platformA plataforma que direcionou o tráfegosearch-ads-360
utm_creative_formatO tipo de criativo (ainda não aparece nos relatórios)video
utm_marketing_tacticO critério de segmentação (ainda não aparece nos relatórios)remarketing
Parâmetros aceitos pelo GA4, conforme a ajuda do Google Analytics.

O Google recomenda sempre utm_source, utm_medium e utm_campaign, e avisa que os valores são sensíveis a maiúsculas: utm_source=google é diferente de utm_source=Google. Os parâmetros utm_creative_format e utm_marketing_tactic existem, mas ainda não são reportados.[1] O utm_id vale a pena quando você quer juntar dado de custo ou de CRM pela campanha sem depender do nome, que muda.

Como o GA4 transforma UTM em canal

O GA4 agrupa origem e meio em canais padrão (Paid Search, Paid Social, Organic Social, Email, Referral, Display, Direct e outros) com regras fixas, que não se editam. Três delas explicam a maior parte dos erros:[2]

  • Paid Social exige que a origem esteja na lista de redes sociais do Google e que o meio case com ^(.*cp.*|ppc|retargeting|paid.*)$. Meio paid-social, paid ou cpc passa; meio social-pago ou ads não passa.
  • Organic Social pega origem de rede social ou meio social, social-network, social-media ou sm. Se o anúncio pago leva utm_medium=social, ele cai em orgânico.
  • Email pega origem ou meio igual a email, e-mail, e_mail ou e mail. utm_medium=newsletter não entra em Email.

Quando nada casa, o GA4 joga a visita em Unassigned.[2] As regras de canal não diferenciam maiúsculas, mas os valores de origem e meio sim: Facebook e facebook podem cair no mesmo canal e continuar como duas linhas no relatório de origem.[1][2] Por isso o padrão abaixo manda tudo em minúsculas.

Padrão de nomenclatura: como escrever cada parâmetro

O padrão não precisa ser sofisticado. Precisa ser escrito, único e seguido por todo mundo que cria link: mídia, conteúdo, comercial e parceiro. Estas regras resolvem quase todos os problemas que encontro:

  1. Tudo em minúsculas. O GA4 diferencia Google de google.[1]
  2. Hífen no lugar de espaço, sem acento, sem cedilha, sem caractere especial. Espaço vira %20 ou +, e cada navegador e plataforma trata de um jeito.
  3. Origem é o nome do lugar, sempre igual: facebook, não fb num link e facebook no outro.
  4. Meio é uma lista fechada, escolhida para casar com o canal padrão do GA4: cpc, paid-social, display, email, social, referral, qr-code. Quem inventa meio novo cria um canal “Unassigned”.
  5. Campanha tem estrutura fixa, por exemplo aaaa-mm-oferta-publico. A data no começo ordena o relatório e evita repetir nome de um ano para o outro.
  6. Conteúdo diferencia o criativo ou o link, não repete a campanha.
Onde o link vaiutm_sourceutm_mediumutm_campaignutm_contentCanal esperado no GA4
Anúncio no Instagram (Meta)instagrampaid-social2026-10-diagnostico-industriavideo-30sPaid Social
Anúncio no LinkedInlinkedinpaid-social2026-10-diagnostico-industriacarrossel-casesPaid Social
Post orgânico no LinkedInlinkedinsocial2026-10-artigo-atribuicaopost-ceoOrganic Social
Newsletternewsletteremail2026-10-edicao-42link-principalEmail
Assinatura de e-mail do comercialassinatura-emailemailsempre-ativotime-comercialEmail
Parceiro ou portalnome-do-parceiroreferral2026-parceria-conteudobanner-lateralReferral
QR code em eventoevento-nomeqr-code2026-11-feira-setorestandeUnassigned (decida se aceita ou cria um grupo de canais próprio)
Exemplo de padrão. Os nomes são ilustrativos; o que importa é a regra ser única e escrita.

O último exemplo mostra uma escolha, não um erro. Meio que não existe nas regras do Google cai em Unassigned. Se o QR code importa para a sua leitura, crie um grupo de canais personalizado no GA4 em vez de forçar o meio a caber num canal que não é o dele.

Gerador e planilha de UTM

O Google mantém um gerador oficial, o Campaign URL Builder, que monta o link a partir dos campos.[8] Ele resolve a montagem, não o padrão. O que funciona no dia a dia é uma planilha compartilhada com as listas fechadas de origem e meio em menus suspensos, uma fórmula que junta os campos, converte para minúsculas e troca espaço por hífen, e uma coluna com quem criou e quando. A planilha vira o registro de todas as campanhas que já existiram, e ninguém cria link fora dela.

Onde usar e onde não usar UTM

Use em todo link que você controla e que leva gente de fora para o site: anúncio de plataforma sem integração com o GA4 (Meta, LinkedIn, TikTok), e-mail, post orgânico, bio, parceiro, QR code, material impresso, assinatura de e-mail.

Não use em três lugares:

  • Link interno do próprio site (banner da home, botão do menu, link do blog para a página de orçamento). No GA4, isso não abre uma sessão nova, como fazia o Universal Analytics, mas também não é inofensivo: os valores de campanha que chegam no meio da sessão ficam associados aos eventos seguintes e entram na atribuição por evento.[3] O resultado é o lead que veio do Google aparecer creditado ao “banner-home”. Para medir clique interno, use evento.
  • Anúncio do Google Ads com marcação automática ligada. O GCLID (Google Click ID) já leva a campanha, o grupo e a palavra-chave para o GA4 vinculado, e o Google avisa que, no GA4, a marcação automática tem prioridade sobre a manual, sem opção de inverter.[4] UTM manual ali só cria risco de divergência.
  • Link que vai para fora do seu site, como o botão que abre o WhatsApp. O GA4 do seu site nunca lê esse parâmetro.

Google Ads: marcação automática e ValueTrack

A marcação automática vem ligada por padrão em conta nova e acrescenta o gclid à URL de chegada.[4] Esse ID é o que permite, mais tarde, devolver a venda do CRM ao Google Ads, assunto de Conversões no Google Ads. Se você também quer a campanha num campo legível no CRM, use os parâmetros ValueTrack no sufixo da URL final: {campaignid}, {adgroupid}, {keyword}, {matchtype}, {device}, {network} e {creative}, que o Google preenche no clique.[11] O ValueTrack não tem nome de campanha, só ID. Guarde o ID e traduza no relatório.

Meta: parâmetros automáticos e dinâmicos

A Meta pode acrescentar parâmetros sozinha ao tráfego dos anúncios desde 1º de janeiro de 2024: origem igual a Facebook ou Instagram, meio igual a pago, e os IDs de anúncio, conjunto, campanha e grupo de rastreamento.[6] Para controlar o padrão, preencha o campo Parâmetros de URL, na seção Rastreamento do anúncio. O que você escreve ali substitui parâmetro repetido no URL do site.[6] Os parâmetros dinâmicos {{campaign.name}}, {{adset.name}}, {{ad.name}}, {{campaign.id}}, {{placement}} e {{site_source_name}} se preenchem na veiculação. A própria Meta sugere, para o Google Analytics, utm_campaign={{campaign.name}}&utm_content={{ad.name}}.[7] Um cuidado: o nome da campanha vira UTM do jeito que está escrito, com maiúscula e espaço. Ou o nome da campanha segue o padrão, ou use o ID.

O clique na Meta também traz o fbclid, que o pixel usa para formar o identificador de clique. Grave-o no CRM junto com a UTM. É ele que ajuda a Meta a ligar o lead ao anúncio, como explica Pixel da Meta e API de Conversões.

Como fazer a UTM chegar ao CRM

O GA4 sabe de onde veio a visita. O CRM sabe quem virou cliente. Se a UTM não atravessa o formulário, os dois nunca se encontram, e a pergunta “qual campanha vendeu” fica sem resposta. O caminho tem quatro passos.

  1. Ler a URL de chegada. Um script pequeno (ou uma tag no Google Tag Manager) lê utm_source, utm_medium, utm_campaign, utm_term, utm_content, gclid e fbclid da primeira página.
  2. Guardar enquanto a pessoa navega. A pessoa chega no blog, lê dois artigos e só depois abre o formulário. A URL do formulário não tem mais a UTM. Por isso o script guarda os valores num cookie próprio ou no armazenamento do navegador.
  3. Preencher campos ocultos. O formulário tem um campo oculto para cada parâmetro, preenchido com o que foi guardado, mais a página de chegada, o referenciador e a data do primeiro acesso.
  4. Mapear no CRM. A integração do formulário com o CRM leva cada campo oculto para um campo do lead. Este é o passo que mais falha em silêncio: o campo existe no formulário e não foi mapeado. O detalhe da integração está em Formulário no CRM.

Primeiro toque ou último toque

Se a pessoa chegou por um anúncio no LinkedIn na segunda e voltou por uma busca no Google na sexta, qual origem vai para o CRM? Primeiro toque guarda a primeira UTM e nunca sobrescreve: responde “o que trouxe essa pessoa”. Último toque sobrescreve a cada nova UTM: responde “o que fez ela converter”. A recomendação prática é guardar os dois, em campos separados. A discussão sobre qual modelo usar para decidir verba está em Atribuição.

O limite técnico do primeiro toque é o navegador. No Safari, a prevenção de rastreamento apaga cookies criados por JavaScript e todo o armazenamento gravado por script depois de 7 dias sem interação com o site, e limita a 24 horas os cookies criados na página de chegada quando a pessoa vem de um site classificado como rastreador e com link decorado.[9] Na prática, o primeiro toque de um ciclo longo se perde em parte dos visitantes. Cookie gravado pelo servidor, no seu próprio domínio, dura mais; o caminho está em Rastreamento server-side. E guardar UTM em cookie é tratar dado de navegação: entra no banner de consentimento como qualquer outro cookie de medição, dentro da LGPD.[10]

Como conferir: cobertura de origem no CRM e relatórios do GA4

Duas conferências dizem se a UTM está funcionando. A primeira é no CRM: quantos leads chegam com origem preenchida. A segunda é no GA4: quanto do tráfego cai em canal que você não planejou.

Sem cobertura, qualquer relatório por canal é amostra
Cobertura de origem = leads do site com utm_source ou gclid preenchido no CRM / total de leads do site no período
Taxa de Unassigned = sessões em Unassigned no GA4 / total de sessões no período
Exemplo hipotético: no mês, o site gerou 200 leads. 118 chegaram ao CRM com utm_source ou gclid. A cobertura é 118 / 200 = 59%. Olhando os 82 sem origem, 50 vieram de uma landing page nova cujo formulário não tinha campos ocultos. Corrigido, a cobertura sobe para 168 / 200 = 84%, e o restante é visita direta de verdade e primeiro toque perdido no Safari.
O que apareceOndeCausa provável
Mesma origem em várias linhas (facebook, Facebook, fb)GA4, relatório de aquisição de tráfego por origem/meioSem padrão escrito; nome de campanha usado como UTM dinâmica
Canal Unassigned crescendoGA4, canal padrão da sessãoMeio fora das regras do Google (ads, newsletter, social-pago)
Anúncio pago em Organic SocialGA4, canal padrão da sessãoutm_medium=social em anúncio
Lead com origem “banner-home”GA4, atribuição do evento-chave; CRM, último toqueUTM em link interno
Lead sem origem no CRM, com origem no GA4CRMCampo oculto ausente ou não mapeado na integração
Tráfego direto alto em mês de campanhaGA4Link sem UTM em e-mail, aplicativo ou material impresso
Sintomas mais comuns e onde olhar primeiro.

No GA4, o lugar é Relatórios › Aquisição › Aquisição de tráfego, que mostra de onde vêm usuários novos e recorrentes, com o grupo de canais padrão da sessão como dimensão inicial. O relatório de Aquisição de usuários mostra só de onde vieram os usuários novos.[5] Troque a dimensão para “Origem/meio da sessão” e depois para “Campanha da sessão” para ver as UTMs cruas. O GA4 tem três escopos para a mesma informação: de usuário (primeiro contato), de sessão e de evento.[3] Comparar um relatório de sessão com um de primeiro usuário é comparar perguntas diferentes.

Limites e padrões oficiais

Não existe benchmark público confiável de “cobertura de UTM boa”. O que existe com fonte primária são as regras das plataformas, e é nelas que o padrão quebra.

ItemValor oficialFonte
Parâmetros aceitos pelo GA4utm_id, utm_source, utm_medium, utm_campaign, utm_source_platform, utm_term, utm_content, utm_creative_format, utm_marketing_tacticGoogle Analytics Help[1]
Parâmetros que o Google pede sempreutm_source, utm_medium e utm_campaignGoogle Analytics Help[1]
Maiúsculas nos valoressensíveis: google ≠ GoogleGoogle Analytics Help[1]
utm_creative_format e utm_marketing_tacticaceitos, ainda não reportadosGoogle Analytics Help[1]
Regras de canal padrãonão diferenciam maiúsculas e não se editamGoogle Analytics Help[2]
Meio que leva a Paid Search / Paid Social^(.*cp.*|ppc|retargeting|paid.*)$, com origem de busca ou de rede socialGoogle Analytics Help[2]
Campanha nova no meio da sessãonão abre sessão nova no GA4; os valores vão para os eventos seguintes e para a atribuição por eventoGoogle Analytics Help[3]
Marcação automática do Google Adsligada por padrão em conta nova; no GA4, tem prioridade sobre a marcação manualGoogle Ads Help[4]
Parâmetros automáticos da Metadesde 1º/01/2024: origem Facebook ou Instagram, meio pago, IDs de anúncio, conjunto e campanhaCentral de Ajuda da Meta[6]
Parâmetro de URL da Metavale só para a primeira página; substitui parâmetro repetido no URL do siteCentral de Ajuda da Meta[6]
Cookie criado por JavaScript no Safariapagado após 7 dias sem interação; 24 horas quando a pessoa vem de rastreador com link decoradoWebKit[9]
Duração padrão da sessão no GA4termina após 30 minutos de inatividade (ajustável)Google Analytics Help[12]
Regras documentadas pelas plataformas e consultadas em setembro de 2026. Confira na ajuda oficial antes de mudar o padrão.

Como implementar na prática

UTM é uma decisão de padrão antes de ser uma decisão técnica. O padrão escrito evita a bagunça no GA4; o formulário com campos ocultos leva a origem ao CRM; e a conferência mensal mostra quando alguém criou link fora da regra.

Onde os números costumam estar

Origem da visita GA4, Aquisição de tráfego, por origem/meio e campanha da sessão.
Origem do lead CRM, nos campos de UTM, gclid e fbclid do lead. É o registro que liga campanha a venda.
Padrão e histórico de links Planilha de UTM compartilhada, com quem criou e quando.
Parâmetros das plataformas Sufixo da URL final no Google Ads; campo Parâmetros de URL no anúncio da Meta.
Consentimento Plataforma de banner de cookies (CMP) e container de tags.

Quem precisa entrar

Marketing / mídia Dono do padrão: define as listas de origem e meio e só publica link que saiu da planilha.
Dev / tags Script de captura, cookie de primeiro e último toque, campos ocultos em todos os formulários.
RevOps / CRM Cria os campos no CRM, mapeia a integração e confere a cobertura de origem todo mês.
Comercial e parceiros Usam os links da planilha em assinatura, proposta e material de parceiro.
  1. 1 Escreva o padrão em uma página: minúsculas, hífen, lista fechada de origem e meio, estrutura do nome de campanha.
  2. 2 Monte a planilha com menus suspensos e a fórmula que gera o link. Nenhum link sai de fora dela.
  3. 3 Configure as plataformas: marcação automática ligada no Google Ads, ValueTrack no sufixo se quiser o ID legível no CRM, Parâmetros de URL da Meta seguindo o padrão.
  4. 4 Remova UTM de todo link interno do site e troque por evento de clique.
  5. 5 Instale a captura: script que lê UTM, gclid e fbclid, guarda primeiro e último toque e preenche campos ocultos.
  6. 6 Crie os campos no CRM e mapeie a integração de cada formulário, inclusive landing pages e formulários de terceiros.
  7. 7 Teste com um link real: clique, navegue por duas páginas, envie o formulário e confira os campos no lead do CRM.
  8. 8 Confira todo mês a cobertura de origem no CRM e a taxa de Unassigned no GA4.

Armadilhas comuns

Os erros de UTM que mais encontro auditando o GA4 e o CRM de empresas que investem em mídia.

UTM no banner da home

O time quer saber quantos leads vieram do banner e coloca utm_source=site&utm_campaign=banner-home no link. O GA4 não abre sessão nova, mas passa a associar os eventos seguintes, inclusive o generate_lead, àquela campanha na atribuição por evento.[3] E o script de último toque do formulário grava “site” como origem no CRM. O lead que custou um clique no Google aparece como orgânico da casa. Tire a UTM e meça o clique com evento.

Anúncio pago com utm_medium=social

Parece natural: é rede social. Mas o GA4 manda meio social para Organic Social, e o pago some do canal pago.[2] O relatório mostra orgânico crescendo e pago com resultado fraco, e a verba é cortada no lugar errado. Use um meio que case com a regra de pago: paid-social, paid ou cpc.

Nome de campanha da Meta virando UTM dinâmica

utm_campaign={{campaign.name}} é prático e traz junto o nome como está no Gerenciador de Anúncios: “Captação Q4 – Indústria [LAL 2%]”. Maiúscula, espaço, acento e colchete viram lixo no relatório, e cada pessoa que renomeia a campanha cria uma linha nova. Ou os nomes de campanha seguem o padrão, ou use {{campaign.id}} e traduza o ID no relatório.[7]

UTM manual em cima da marcação automática do Google Ads

Alguém coloca utm_source=google&utm_medium=cpc em todos os anúncios do Google Ads por garantia. No GA4 vinculado, a marcação automática ganha, e a UTM é ignorada.[4] O problema aparece em outro lugar: o script do formulário lê a UTM manual e grava no CRM uma campanha que não bate com a do GA4. Deixe a marcação automática fazer o trabalho e grave o gclid no CRM.

UTM que se perde no redirecionamento

O link leva para exemplo.com.br/oferta, que redireciona para www.exemplo.com.br/oferta/, e o redirecionamento não repassa a query string. A UTM some antes de o GA4 carregar e a visita vira direta. Encurtador de link, página de login e troca de http para https fazem o mesmo. Teste cada link final clicando nele e conferindo a URL na barra do navegador. Quando o direto cresce sem explicação, o diagnóstico completo está em Tráfego direto no GA4.

Formulário que não leva a UTM

O GA4 mostra o lead vindo da campanha, e o CRM mostra “Não identificado”. Os motivos que encontro: formulário sem campo oculto; campo oculto preenchido só se a UTM estiver na URL da própria página do formulário; formulário em iframe de outro domínio, que não enxerga o cookie do site; integração com o CRM que não mapeia o campo. Cada landing page nova é uma chance nova de o problema voltar. Confira em cinco leads reais toda vez que uma página nova entrar no ar.

Um padrão para cada pessoa

Mídia usa cpc, o time de conteúdo usa paid, a agência de eventos usa Ads. Nenhum está errado sozinho; juntos, tornam o relatório inútil. Sem um dono do padrão e uma planilha única, a UTM volta a ser bagunça em três meses. O efeito aparece na hora de calcular CAC por canal: a conta fecha, mas ninguém confia no número.

Checklist de implementação

FAQ

Perguntas frequentes sobre UTM

As dúvidas que mais aparecem de quem precisa saber de onde vem o lead.

Urchin Tracking Module. Na prática, são parâmetros no fim do link que dizem de onde veio o visitante.

O Google recomenda usar sempre utm_source, utm_medium e utm_campaign. utm_term e utm_content são opcionais, e o GA4 também aceita utm_id e utm_source_platform.

Sim. No GA4, google e Google são valores diferentes e aparecem em linhas separadas. As regras de canal padrão não diferenciam, mas os relatórios de origem e campanha sim. Por isso, padronize tudo em minúsculas.

Não é recomendado. No GA4, a campanha nova não abre sessão nova, mas os valores passam para os eventos seguintes e entram na atribuição por evento, e o lead pode aparecer creditado ao banner interno. Para medir clique interno, use evento.

Com a marcação automática ligada, não. O GCLID já leva a campanha para o GA4 vinculado, e o Google informa que a marcação automática tem prioridade sobre a manual no GA4.

Um script lê a UTM da URL de chegada, guarda num cookie enquanto a pessoa navega e preenche campos ocultos do formulário. A integração do formulário com o CRM leva cada campo para o lead. Guarde primeiro e último toque em campos separados.

Porque a combinação de origem e meio não casa com nenhuma regra de canal padrão. O caso mais comum é meio fora da lista do Google, como ads ou newsletter. Troque por cpc, paid-social ou email, conforme o caso.

utm_campaign é o nome legível da campanha; utm_id é o identificador. O ID não muda quando alguém renomeia a campanha, e por isso é melhor para cruzar com custo e com CRM.

Ver a origem do lead do clique até a venda

O padrão de UTM quebra sem aviso, na primeira landing page nova ou no primeiro link criado fora da planilha. O Incuca Intelligence junta GA4, mídia paga e CRM e mostra quando a origem para de chegar, antes de o relatório do trimestre sair torto. Se a captura da UTM no formulário ou os campos no CRM ainda não existem, o time da Incuca monta.

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Referências

  1. [1] Google Analytics Help. [GA4] URL builders: Collect campaign data with custom URLs (parâmetros aceitos, três recomendados, sensibilidade a maiúsculas). https://support.google.com/analytics/answer/10917952
  2. [2] Google Analytics Help. [GA4] Default channel group (regras de cada canal). https://support.google.com/analytics/answer/9756891
  3. [3] Google Analytics Help. [GA4] Campaigns and traffic sources (campanha no meio da sessão, escopos de usuário, sessão e evento). https://support.google.com/analytics/answer/11242841
  4. [4] Google Ads Help. About auto-tagging (GCLID, padrão ligado, prioridade no GA4). https://support.google.com/google-ads/answer/3095550
  5. [5] Google Analytics Help. [GA4] Traffic acquisition report. https://support.google.com/analytics/answer/12923437
  6. [6] Central de Ajuda da Meta para Empresas. Como adicionar parâmetros de URL aos seus anúncios da Meta. https://www.facebook.com/business/help/1016122818401732
  7. [7] Central de Ajuda da Meta para Empresas. Especificações para parâmetros de URL dinâmicos. https://www.facebook.com/business/help/2360940870872492
  8. [8] Google Analytics Demos and Tools. Campaign URL Builder. https://ga-dev-tools.google/campaign-url-builder/
  9. [9] WebKit. Tracking Prevention in WebKit (limite de 7 dias e de 24 horas para armazenamento criado por script). https://webkit.org/tracking-prevention/
  10. [10] Brasil. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm
  11. [11] Google Ads Help. Set up tracking with ValueTrack parameters. https://support.google.com/google-ads/answer/6305348
  12. [12] Google Analytics Help. About Analytics sessions (duração padrão de 30 minutos). https://support.google.com/analytics/answer/9191807
Lucas Adiers Stefanello

Sobre o autor

Lucas Adiers Stefanello

Fundador e CEO da Incuca, onde junta dados de marketing, vendas e receita para mostrar onde a empresa perde venda. Trabalha com tecnologia para negócios desde 2013 e coordena a Comunidade Incuca.