Google Search Console: como configurar, dar acesso ao time e ler o que importa
O site foi refeito, o tráfego orgânico caiu pela metade em três semanas e ninguém sabe dizer por quê. A agência antiga era a única dona do Search Console e saiu levando o acesso. O time novo cria uma propriedade do zero, sem histórico. Quando alguém finalmente abre o relatório de indexação, encontra 400 páginas em “Página com redirecionamento” e não sabe se isso é o problema ou o comportamento esperado. Este guia cobre configuração e acesso, sitemap, os relatórios de desempenho e de indexação, inspeção de URL, Core Web Vitals, dados estruturados, GA4, BigQuery e o que o Search Console mostra de AI Overviews e AI Mode.
O que é o Google Search Console
O Search Console é o canal oficial entre o Google e quem responde por um site. Ele não mede visita, sessão nem conversão. Mede três coisas: como o site aparece na busca (desempenho), se o Google conseguiu rastrear e guardar as páginas no índice (indexação) e se há problemas que o Google detectou na página (experiência, dados estruturados, segurança). É a única fonte primária sobre consultas de busca: o GA4 não recebe a palavra que a pessoa digitou, e o Search Console recebe.
Propriedade de domínio × prefixo de URL
Tudo no Search Console acontece dentro de uma propriedade, e existem dois tipos.[1]
- Propriedade de domínio (ex.:
empresa.com.br): inclui todos os subdomínios (www, m, blog, loja) e todos os protocolos (http e https). Só pode ser verificada por registro DNS.[1] - Propriedade de prefixo de URL (ex.:
https://www.empresa.com.br/): inclui só os endereços que começam exatamente com aquele prefixo, protocolo incluído.http://ehttps://são propriedades diferentes, assim comowwwe semwww. Aceita vários métodos de verificação.[1]
A regra prática: crie sempre a de domínio, que é a visão completa. Use prefixo de URL como complemento, para isolar uma seção (/blog/, /en/) ou quando não há como mexer no DNS.
Verificação: prove que o site é seu
Na propriedade de domínio, o Search Console entrega um registro TXT (ou CNAME) para colocar no DNS, no painel de quem hospeda o domínio (Registro.br, Cloudflare, provedor de hospedagem). Um registro manual pode levar dois ou três dias para começar a ser servido; se a verificação falhar na hora, espere e tente de novo.[2] Na propriedade de prefixo de URL, valem também arquivo HTML, meta tag, Google Analytics e Google Tag Manager.[2]
O detalhe que derruba acesso: a verificação dura enquanto o token existir. Se alguém apaga o registro DNS numa troca de provedor, ou tira a meta tag num tema novo, o Google avisa, dá um prazo e revoga. E, se todos os proprietários verificados perdem o acesso, todos os usuários da propriedade perdem junto.[2] Registro DNS de verificação não se apaga em limpeza de zona.
Usuários e permissões
O Search Console tem quatro papéis:[3]
| Papel | O que pode | Para quem |
|---|---|---|
| Proprietário verificado | Controle total: adiciona e remove usuários, muda configurações, vê todos os dados e usa todos os recursos. Ganhou o acesso por token próprio (DNS, arquivo, tag). | Duas pessoas da empresa, no mínimo |
| Proprietário delegado | As mesmas permissões do verificado, mas recebeu a posse de um proprietário verificado, sem token. É adicionado e removido direto no Search Console. | Liderança de marketing, quando precisa administrar usuários |
| Usuário com permissão total | Vê todos os dados e executa algumas ações, como enviar sitemap, validar correção e rejeitar links. | Time de SEO, agência, desenvolvedor do site |
| Usuário com permissão restrita | Vê a maior parte dos dados, com ações limitadas. | Diretoria, comercial, quem só precisa ler |
| Associado | Não entra no Search Console; permite que outro produto do Google (por exemplo, o GA4) use dados ou execute tarefas em nome do site. | Vínculos entre produtos |
A regra que evita a cena da abertura: a empresa é dona, o fornecedor é usuário. Agência e desenvolvedor entram com permissão total no e-mail deles; proprietário verificado é gente da casa, em e-mail corporativo, nunca pessoal.
Sitemap: a lista de páginas que você quer indexadas
O sitemap XML diz ao Google quais URLs importam. Cada arquivo aceita até 50.000 URLs ou 50 MB sem compressão; acima disso, divida em vários e use um índice de sitemaps. Envie pelo relatório de Sitemaps do Search Console, que mostra quando o Google leu o arquivo e os erros de processamento, e declare também no robots.txt com a linha Sitemap:. O Google usa o <lastmod> só quando ele é consistentemente verdadeiro e ignora <priority> e <changefreq>. Enviar o sitemap é uma sugestão: não garante rastreamento nem indexação.[4]
O sitemap bom lista só páginas canônicas, que respondem 200 e que você quer ver na busca. Página com noindex, redirecionamento ou 404 no sitemap é ruído que aparece depois como erro no relatório de indexação.
Relatório de desempenho: como ler cliques, impressões, CTR e posição
O relatório de desempenho tem quatro métricas.[5]
- Impressões: quantas vezes um link do site apareceu para alguém na busca. Conforme o tipo de resultado, o link precisa ter sido rolado ou expandido até ficar à vista.
- Cliques: quantas vezes alguém clicou num link do Google para o site. Voltar e clicar de novo no mesmo link conta um clique.
- CTR (taxa de cliques): cliques divididos por impressões.
- Posição: a posição relativa do link, em que 1 é o topo. É uma média: uma página que aparece em 2 para uma consulta e em 40 para outra fica com posição média 21, que não descreve nenhuma das duas.
Os dados podem ser agrupados de duas formas, e isso muda o número: por consulta, país, dispositivo ou data, a agregação é por propriedade (várias páginas do site na mesma busca contam uma impressão); por página ou aparência na pesquisa, é por página (cada URL conta a sua).[5] Por isso a soma das páginas quase nunca bate com o total da propriedade. O Search Console guarda 16 meses.[8] Há um filtro de consultas de marca e fora da marca, que separa as buscas que contêm o nome da empresa e não aparece para sites com poucas impressões.[6]
Cliques em jogo ≈ impressões × (CTR de referência do próprio site na mesma faixa de posição − CTR atual)
O que o relatório de desempenho não mede
- Todas as consultas. Consultas feitas por poucas pessoas (menos de algumas dezenas de usuários em dois a três meses) são anonimizadas: não aparecem na tabela, mas entram no total do gráfico. Somar as linhas da tabela dá menos que o total, e aplicar filtro de consulta tira as anônimas da conta.[7]
- Todas as linhas. A interface exporta no máximo 1.000 linhas. A API chega a 50.000 linhas por dia, por site, por tipo de busca.[7]
- O que acontece depois do clique. Tempo na página, formulário, reunião e venda estão no GA4 e no CRM. Clique do Search Console e sessão do GA4 nunca batem: um conta clique na busca, o outro conta sessão que carregou a tag, depois do banner de cookies.
- Outros buscadores e assistentes. Bing, ChatGPT, Perplexity e Gemini fora da Busca não aparecem aqui. Para esses, veja GEO.
AI Overviews e AI Mode no Search Console
Desde 2025, o tráfego dos recursos de IA da Busca entra no relatório de desempenho comum, tipo Web, sem filtro para separar. Um AI Overview ocupa uma única posição, e todos os links dentro dele recebem essa posição. No AI Mode, clique em link para página externa conta como clique.[5]
Em junho de 2026 o Google lançou o relatório de desempenho de IA generativa, liberado para todos os sites em 31/08/2026. Ele mostra só impressões em AI Overviews e AI Mode, por página, país, dispositivo e data. Não mostra consulta nem clique, e só aparece para sites com impressões suficientes. Várias páginas do mesmo site num único recurso de IA contam como uma impressão.[15] Na prática: você sabe que foi citado e em qual página, mas não em qual busca. Como ler esse tráfego e o que fazer com ele está em AI Overview.
Relatório de indexação de páginas: o que é normal e o que é problema
O relatório de indexação separa as URLs que o Google conhece em indexadas e não indexadas, com o motivo. A primeira coisa a entender: “não indexada” não é erro por definição. O Google não indexa, de propósito, página bloqueada por robots.txt ou noindex, página duplicada e variação de filtro.[9] O número que importa não é o total de não indexadas; é quantas páginas que você quer na busca estão fora dela.
| Motivo no relatório | O que significa | É normal? |
|---|---|---|
| Página com redirecionamento | URL não canônica que redireciona para outra; ela não entra no índice, o destino pode entrar | Sim, depois de migração ou troca de http para https. Problema só se o destino também não estiver indexado |
| Página alternativa com tag canônica adequada | A página aponta para uma canônica, que está indexada; nenhuma ação é necessária | Sim |
| Cópia sem página canônica selecionada pelo usuário | O Google achou duplicada e escolheu outra como canônica | Em geral sim; confira se ele escolheu a certa |
| Cópia, o Google e o usuário não escolheram a mesma página canônica | Você declarou uma canônica, o Google preferiu outra | Investigue: a canônica declarada provavelmente não se parece com a página |
| Rastreada, mas ainda não indexada | O Google leu a página e decidiu não guardar por enquanto; pode ou não indexar depois, e não precisa reenviar | Depende: em página importante, costuma ser sinal de conteúdo raso ou repetido |
| Detectada, mas não indexada no momento | O Google conhece a URL e ainda não rastreou; em geral, adiou para não sobrecarregar o servidor | Em volume grande, sinal de servidor lento ou de URLs demais de baixo valor |
| Não encontrado (404) | A URL responde 404 | Sim, se a página foi removida sem substituta. Se mudou de endereço, use 301 |
| URL marcado como “noindex” | A página pede para não ser indexada | Sim, se foi de propósito. Problema clássico quando o noindex do ambiente de homologação vai junto para produção |
| Erro soft 404 | A página diz “não encontrada” mas responde 200 | Não: devolva 404 de verdade ou ponha conteúdo na página |
| Erro no servidor (5xx) | O servidor falhou quando o Google pediu | Não: corrija |
| URL bloqueado pelo arquivo robots.txt | O Google não pode rastrear | Depende. Atenção: robots.txt não impede indexação; para tirar do índice, use noindex e libere o rastreio |
Depois de corrigir um motivo, clique em Validar correção. A validação costuma levar até cerca de duas semanas e pode levar mais.[9] Em migração de site, esse relatório é o primeiro a olhar; o roteiro completo está em Migração de site sem perder SEO.
Inspeção de URL e pedido de indexação
A inspeção de URL mostra, para um endereço, o que está no índice (se foi indexado, qual canônica o Google escolheu, quando rastreou) e permite o teste do URL publicado, que busca a página ao vivo e verifica se ela pode ser indexada. O teste ao vivo não confere sitemap nem links que apontam para a página. O botão Solicitar indexação põe a URL na fila, com limite diário de pedidos por propriedade; o Google não publica o número. Pedir não garante indexação, e a indexação costuma levar um dia ou pouco mais, às vezes muito mais.[10]
Use o pedido para o que é novo ou mudou de forma importante: página de serviço lançada, preço corrigido, erro grave retirado. Para centenas de URLs, o caminho é sitemap atualizado e bons links internos, não clique repetido.
Core Web Vitals
O relatório de Core Web Vitals usa dado de campo do Chrome User Experience Report (CrUX): tempos medidos em visitantes reais, numa janela móvel de 28 dias, agrupados por conjuntos de páginas parecidas e avaliados no percentil 75. As métricas são LCP (carregamento, bom até 2,5 s), INP (resposta à interação, bom até 200 ms) e CLS (estabilidade visual, bom até 0,1). Site com pouco tráfego pode ver “Nenhum dado disponível”, porque o CrUX exige volume mínimo.[11] O que cada métrica mede e como corrigir está em Core Web Vitals.
Dados estruturados e melhorias
Os relatórios da seção Melhorias (e de Shopping, para snippets de produto e listagens do comerciante) mostram os itens de dados estruturados válidos e inválidos que o Google encontrou. Item válido é elegível a resultado rico, sem garantia de aparecer, e o relatório é uma amostra, não a lista completa. Para depurar um item, use a inspeção de URL ou o Teste de resultados ricos (Rich Results Test).[12] O Google também vem aposentando tipos pouco usados: em 2025 saíram da busca, entre outros, Course Info, Claim Review, Estimated Salary, Learning Video, Special Announcement e Vehicle Listing, que deixaram de aparecer nos relatórios do Search Console.[13] Se um relatório de melhoria sumiu do menu, confira essa lista antes de procurar erro no site.
Limites e padrões oficiais
Não há benchmark público confiável de CTR ou de taxa de indexação “boa” para sites brasileiros. O que existe com fonte primária são os limites do próprio Search Console, e é neles que a leitura costuma errar.
| Item | Valor oficial | Fonte |
|---|---|---|
| Verificação da propriedade de domínio | só por DNS (TXT ou CNAME); registro manual pode levar 2 a 3 dias | Search Console Help[1][2] |
| Usuários não proprietários por propriedade | até 100 | Search Console Help[3] |
| Tamanho do sitemap | 50.000 URLs ou 50 MB sem compressão por arquivo | Google Search Central[4] |
<priority> e <changefreq> | ignorados pelo Google | Google Search Central[4] |
| Histórico do relatório de desempenho | 16 meses | Analytics Help[8] |
| Exportação pela interface | até 1.000 linhas | Google Search Central[7] |
| Search Analytics API | até 50.000 linhas por dia, por site, por tipo de busca | Google Search Central[7] |
| Consultas anonimizadas | fora das tabelas, dentro do total do gráfico | Google Search Central[7] |
| Validação de correção de indexação | em geral até cerca de duas semanas | Search Console Help[9] |
| Pedido de indexação | limite diário, sem garantia de indexação | Search Console Help[10] |
| Core Web Vitals | CrUX, 28 dias, percentil 75; bom: LCP ≤ 2,5 s, INP ≤ 200 ms, CLS ≤ 0,1 | Search Console Help[11] |
| Relatório de IA generativa | só impressões, sem consulta e sem clique; liberado para todos em 31/08/2026 | Search Console Help[15] |
| Exportação para o BigQuery | diária, sem consultas anonimizadas, sem histórico anterior à ativação; tabelas mantidas indefinidamente por padrão | Search Console Help[14][16] |
Como implementar na prática
Vínculo com o GA4
Vincular o Search Console ao GA4 leva as consultas e as páginas de entrada da busca orgânica para dentro do Analytics. Para criar o vínculo, é preciso ser proprietário verificado no Search Console e ter papel de editor no GA4. Um fluxo de dados da Web se liga a uma única propriedade do Search Console, e vice-versa. Os dois relatórios que nascem (Consultas e Tráfego da pesquisa orgânica do Google) ficam não publicados por padrão: é preciso publicar a coleção na Biblioteca. As métricas do Search Console só combinam com as dimensões dele mais página de destino, dispositivo e país.[8] O vínculo não traz a consulta para o evento de conversão: ele junta os dois números lado a lado por página, não por pessoa.
Exportação para o BigQuery
A exportação em massa manda, todo dia, os dados de desempenho para um projeto seu no Google Cloud, em três tabelas: searchdata_site_impression (agregada por propriedade), searchdata_url_impression (agregada por URL) e ExportLog (registro das exportações). As consultas anonimizadas vêm marcadas pelo campo is_anonymized_query, com a consulta em branco.[16] A primeira exportação sai em até 48 horas e começa no dia da ativação: não há histórico retroativo. O armazenamento e as consultas seguem a cobrança do Google Cloud, com faixa gratuita.[14] Como as tabelas ficam guardadas por padrão sem prazo, é assim que se vence o limite de 16 meses e o de 1.000 linhas.[16] Ligue no primeiro dia, mesmo sem uso imediato: histórico que não foi exportado não volta.
Onde os números costumam estar
Quem precisa entrar
- 1 Crie a propriedade de domínio e verifique por DNS. Se já existe propriedade de prefixo de URL com histórico, mantenha as duas.
- 2 Organize os donos: dois proprietários verificados da empresa, em e-mail corporativo; fornecedores como usuários com permissão total; leitura como restrita.
-
3
Envie o sitemap com só páginas canônicas que respondem 200, e declare o mesmo endereço no
robots.txt. - 4 Ligue a exportação para o BigQuery no primeiro dia, para começar a guardar histórico além dos 16 meses.
- 5 Vincule ao GA4 e publique a coleção do Search Console na Biblioteca.
- 6 Faça a primeira leitura do relatório de indexação separando o que é esperado (redirecionamento, alternativa com canônica, 404 de página removida) do que é problema (5xx, soft 404, página importante rastreada e não indexada).
- 7 Monte a leitura semanal de desempenho por página e por consulta, com o filtro de marca, e anote a data de toda mudança grande no site.
- 8 Cruze com o CRM uma vez por mês: quais páginas orgânicas geram lead que vira oportunidade. É o que transforma posição em argumento para a diretoria.
Armadilhas comuns
Os erros que mais encontro auditando Search Console de empresas B2B.
Só o fornecedor é proprietário
A agência ou o desenvolvedor verificou a propriedade no e-mail dele, anos atrás. Quando o contrato acaba, a empresa perde o acesso, ou descobre que o dono é um e-mail pessoal de alguém que já saiu. Sintoma: ninguém da casa consegue adicionar usuário. Correção: verifique a propriedade de novo com um token da empresa (DNS), adicione um segundo proprietário verificado e rebaixe o fornecedor a usuário com permissão total.
Propriedade de prefixo de URL com o protocolo ou o www errado
A propriedade é http://empresa.com.br, o site responde em https://www.empresa.com.br. O relatório mostra quase nada, e alguém conclui que o site não tem tráfego orgânico. Sintoma: cliques do Search Console muito abaixo das sessões orgânicas do GA4. Correção: propriedade de domínio, que cobre todas as variações.[1]
Tratar todo “não indexada” como erro
O relatório diz 1.200 páginas não indexadas e vira alarme na reunião. Abrindo, são URLs de filtro, versões com parâmetro, páginas antigas que redirecionam e alternativas com canônica, todas esperadas. Enquanto isso, as três páginas de serviço que importam estão em “Rastreada, mas ainda não indexada” e ninguém viu. Correção: filtre o relatório pelo sitemap das páginas que você quer indexadas e comece por elas.[9]
O noindex da homologação foi para produção
O ambiente de teste tem, com razão, noindex em todas as páginas. No lançamento do site novo, a configuração vai junto. Sintoma: em poucos dias, as páginas migram para “URL marcado como noindex” e as impressões caem em bloco. Correção: tire a diretiva, confira com o teste do URL publicado e peça indexação das páginas principais.[9][10] Ponha essa checagem no roteiro de todo lançamento.
Bloquear no robots.txt para tirar do Google
Para tirar páginas da busca, alguém bloqueia a pasta no robots.txt. O Google para de rastrear, mas não enxerga o noindex e a URL pode continuar indexada, agora como “Página indexada, mas bloqueada pelo robots.txt”. Correção: libere o rastreio e use noindex; bloqueie no robots.txt só o que não precisa ser rastreado.[9]
Parar a leitura no clique
O relatório mensal de SEO mostra cliques subindo, e a diretoria pergunta quantas vendas isso gerou. Ninguém sabe, porque a página orgânica nunca foi cruzada com o lead no CRM. Correção: ligue página de entrada, evento de formulário e origem do lead, e leve para a reunião a página que gerou oportunidade, não a que gerou clique. Como separar o orgânico do direto no GA4 está em Tráfego direto no GA4, e como amarrar o evento ao CRM, em Event tracking.
Checklist de implementação
FAQ
Perguntas frequentes sobre o Google Search Console
As dúvidas que mais aparecem de quem cuida de site de empresa.
Da posição na busca à oportunidade no CRM
O Search Console diz como o site aparece; o GA4 e o CRM dizem se isso virou venda. O Incuca Intelligence junta essas leituras e avisa quando a medição quebra, como uma queda de indexação depois de uma publicação ou um formulário orgânico que parou de chegar ao CRM. Se a propriedade, a exportação ou o cruzamento com o CRM ainda não existem, o time da Incuca monta.
Referências
- [1] Google Search Console Help. Adicionar uma propriedade de site (domínio × prefixo de URL). https://support.google.com/webmasters/answer/34592
- [2] Google Search Console Help. Verificar a propriedade do site (métodos, prazo do DNS, perda de verificação). https://support.google.com/webmasters/answer/9008080
- [3] Google Search Console Help. Gerenciar usuários, proprietários e permissões. https://support.google.com/webmasters/answer/2451999
- [4] Google Search Central. Criar e enviar um sitemap (limites, lastmod, priority e changefreq). https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/sitemaps/build-sitemap
- [5] Google Search Console Help. O que são impressões, posição e cliques (inclui agregação por propriedade × por página e a contagem em AI Overviews e AI Mode). https://support.google.com/webmasters/answer/7042828
- [6] Google Search Console Help. Relatório de desempenho (resultados da pesquisa): dimensões e agrupamentos de dados, incluindo o filtro de consultas de marca. https://support.google.com/webmasters/answer/17011259
- [7] Google Search Central Blog. A deep dive into Search Console performance data filtering and limits. 19/10/2022. https://developers.google.com/search/blog/2022/10/performance-data-deep-dive
- [8] Google Analytics Help. Conectar o Search Console ao Google Analytics (requisitos, relatórios, 16 meses). https://support.google.com/analytics/answer/10737381
- [9] Google Search Console Help. Relatório de indexação de páginas. https://support.google.com/webmasters/answer/7440203
- [10] Google Search Console Help. Ferramenta de inspeção de URL. https://support.google.com/webmasters/answer/9012289
- [11] Google Search Console Help. Relatório de Core Web Vitals. https://support.google.com/webmasters/answer/9205520
- [12] Google Search Console Help. Relatórios de status de resultados ricos. https://support.google.com/webmasters/answer/7552505
- [13] Google Search Central Blog. Simplifying the search results page. 12/06/2025, atualizado em 08/09/2025. https://developers.google.com/search/blog/2025/06/simplifying-search-results
- [14] Google Search Console Help. Iniciar uma nova exportação de dados em massa (BigQuery). https://support.google.com/webmasters/answer/12917675
- [15] Google Search Console Help. Relatório de desempenho de IA generativa (Pesquisa). https://support.google.com/webmasters/answer/16984139
- [16] Google Search Console Help. Diretrizes e referência das tabelas da exportação em massa. https://support.google.com/webmasters/answer/12917991