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Google Search Console: como configurar, dar acesso ao time e ler o que importa

O site foi refeito, o tráfego orgânico caiu pela metade em três semanas e ninguém sabe dizer por quê. A agência antiga era a única dona do Search Console e saiu levando o acesso. O time novo cria uma propriedade do zero, sem histórico. Quando alguém finalmente abre o relatório de indexação, encontra 400 páginas em “Página com redirecionamento” e não sabe se isso é o problema ou o comportamento esperado. Este guia cobre configuração e acesso, sitemap, os relatórios de desempenho e de indexação, inspeção de URL, Core Web Vitals, dados estruturados, GA4, BigQuery e o que o Search Console mostra de AI Overviews e AI Mode.

Também chamado:
GSC · Google Search Console · antigo Google Webmaster Tools · Search Console do Google
Onde fica:
search.google.com/search-console, uma propriedade por domínio (ou por prefixo de URL)
Cadência:
leitura de desempenho semanal; revisão de indexação mensal e depois de toda migração ou lançamento de página
Resposta rápida
O Google Search Console é o painel gratuito em que o Google mostra como ele enxerga o seu site: quais buscas geram impressão e clique, quais páginas estão indexadas e por que as outras não estão, e que problemas de experiência e de dados estruturados ele encontrou. Configure uma propriedade de domínio, verificada por DNS, para cobrir todos os subdomínios e protocolos. Dê acesso ao time por usuário, nunca por senha compartilhada, e mantenha sempre dois proprietários verificados da própria empresa. Ele mede o que acontece na página de resultados; o que o visitante faz depois do clique é assunto do GA4 e do CRM.
CTR = cliques / impressões · leia sempre por página e por consulta, nunca só o total do site

O que é o Google Search Console

O Search Console é o canal oficial entre o Google e quem responde por um site. Ele não mede visita, sessão nem conversão. Mede três coisas: como o site aparece na busca (desempenho), se o Google conseguiu rastrear e guardar as páginas no índice (indexação) e se há problemas que o Google detectou na página (experiência, dados estruturados, segurança). É a única fonte primária sobre consultas de busca: o GA4 não recebe a palavra que a pessoa digitou, e o Search Console recebe.

Propriedade de domínio × prefixo de URL

Tudo no Search Console acontece dentro de uma propriedade, e existem dois tipos.[1]

  • Propriedade de domínio (ex.: empresa.com.br): inclui todos os subdomínios (www, m, blog, loja) e todos os protocolos (http e https). Só pode ser verificada por registro DNS.[1]
  • Propriedade de prefixo de URL (ex.: https://www.empresa.com.br/): inclui só os endereços que começam exatamente com aquele prefixo, protocolo incluído. http:// e https:// são propriedades diferentes, assim como www e sem www. Aceita vários métodos de verificação.[1]

A regra prática: crie sempre a de domínio, que é a visão completa. Use prefixo de URL como complemento, para isolar uma seção (/blog/, /en/) ou quando não há como mexer no DNS.

Verificação: prove que o site é seu

Na propriedade de domínio, o Search Console entrega um registro TXT (ou CNAME) para colocar no DNS, no painel de quem hospeda o domínio (Registro.br, Cloudflare, provedor de hospedagem). Um registro manual pode levar dois ou três dias para começar a ser servido; se a verificação falhar na hora, espere e tente de novo.[2] Na propriedade de prefixo de URL, valem também arquivo HTML, meta tag, Google Analytics e Google Tag Manager.[2]

O detalhe que derruba acesso: a verificação dura enquanto o token existir. Se alguém apaga o registro DNS numa troca de provedor, ou tira a meta tag num tema novo, o Google avisa, dá um prazo e revoga. E, se todos os proprietários verificados perdem o acesso, todos os usuários da propriedade perdem junto.[2] Registro DNS de verificação não se apaga em limpeza de zona.

Usuários e permissões

O Search Console tem quatro papéis:[3]

PapelO que podePara quem
Proprietário verificadoControle total: adiciona e remove usuários, muda configurações, vê todos os dados e usa todos os recursos. Ganhou o acesso por token próprio (DNS, arquivo, tag).Duas pessoas da empresa, no mínimo
Proprietário delegadoAs mesmas permissões do verificado, mas recebeu a posse de um proprietário verificado, sem token. É adicionado e removido direto no Search Console.Liderança de marketing, quando precisa administrar usuários
Usuário com permissão totalVê todos os dados e executa algumas ações, como enviar sitemap, validar correção e rejeitar links.Time de SEO, agência, desenvolvedor do site
Usuário com permissão restritaVê a maior parte dos dados, com ações limitadas.Diretoria, comercial, quem só precisa ler
AssociadoNão entra no Search Console; permite que outro produto do Google (por exemplo, o GA4) use dados ou execute tarefas em nome do site.Vínculos entre produtos
Papéis documentados na ajuda do Search Console. Limites: até 100 usuários não proprietários por propriedade; proprietários delegados até a propriedade somar 500 proprietários; proprietários verificados sem limite.[3]

A regra que evita a cena da abertura: a empresa é dona, o fornecedor é usuário. Agência e desenvolvedor entram com permissão total no e-mail deles; proprietário verificado é gente da casa, em e-mail corporativo, nunca pessoal.

Sitemap: a lista de páginas que você quer indexadas

O sitemap XML diz ao Google quais URLs importam. Cada arquivo aceita até 50.000 URLs ou 50 MB sem compressão; acima disso, divida em vários e use um índice de sitemaps. Envie pelo relatório de Sitemaps do Search Console, que mostra quando o Google leu o arquivo e os erros de processamento, e declare também no robots.txt com a linha Sitemap:. O Google usa o <lastmod> só quando ele é consistentemente verdadeiro e ignora <priority> e <changefreq>. Enviar o sitemap é uma sugestão: não garante rastreamento nem indexação.[4]

O sitemap bom lista só páginas canônicas, que respondem 200 e que você quer ver na busca. Página com noindex, redirecionamento ou 404 no sitemap é ruído que aparece depois como erro no relatório de indexação.

Relatório de desempenho: como ler cliques, impressões, CTR e posição

O relatório de desempenho tem quatro métricas.[5]

  • Impressões: quantas vezes um link do site apareceu para alguém na busca. Conforme o tipo de resultado, o link precisa ter sido rolado ou expandido até ficar à vista.
  • Cliques: quantas vezes alguém clicou num link do Google para o site. Voltar e clicar de novo no mesmo link conta um clique.
  • CTR (taxa de cliques): cliques divididos por impressões.
  • Posição: a posição relativa do link, em que 1 é o topo. É uma média: uma página que aparece em 2 para uma consulta e em 40 para outra fica com posição média 21, que não descreve nenhuma das duas.

Os dados podem ser agrupados de duas formas, e isso muda o número: por consulta, país, dispositivo ou data, a agregação é por propriedade (várias páginas do site na mesma busca contam uma impressão); por página ou aparência na pesquisa, é por página (cada URL conta a sua).[5] Por isso a soma das páginas quase nunca bate com o total da propriedade. O Search Console guarda 16 meses.[8] Há um filtro de consultas de marca e fora da marca, que separa as buscas que contêm o nome da empresa e não aparece para sites com poucas impressões.[6]

A oportunidade está nas páginas que já aparecem e não são clicadas
CTR = cliques / impressões
Cliques em jogo ≈ impressões × (CTR de referência do próprio site na mesma faixa de posição − CTR atual)
Exemplo hipotético: uma página de serviço teve 18.000 impressões e 90 cliques no trimestre (CTR 0,5%), em posição média 6. Outras páginas do mesmo site, entre as posições 5 e 7, têm CTR de 2%. Se o título e a descrição chegarem ao padrão do próprio site, são cerca de 270 cliques a mais no trimestre sem subir uma posição. A régua é o próprio site, não uma tabela de CTR do mercado.

O que o relatório de desempenho não mede

  • Todas as consultas. Consultas feitas por poucas pessoas (menos de algumas dezenas de usuários em dois a três meses) são anonimizadas: não aparecem na tabela, mas entram no total do gráfico. Somar as linhas da tabela dá menos que o total, e aplicar filtro de consulta tira as anônimas da conta.[7]
  • Todas as linhas. A interface exporta no máximo 1.000 linhas. A API chega a 50.000 linhas por dia, por site, por tipo de busca.[7]
  • O que acontece depois do clique. Tempo na página, formulário, reunião e venda estão no GA4 e no CRM. Clique do Search Console e sessão do GA4 nunca batem: um conta clique na busca, o outro conta sessão que carregou a tag, depois do banner de cookies.
  • Outros buscadores e assistentes. Bing, ChatGPT, Perplexity e Gemini fora da Busca não aparecem aqui. Para esses, veja GEO.

AI Overviews e AI Mode no Search Console

Desde 2025, o tráfego dos recursos de IA da Busca entra no relatório de desempenho comum, tipo Web, sem filtro para separar. Um AI Overview ocupa uma única posição, e todos os links dentro dele recebem essa posição. No AI Mode, clique em link para página externa conta como clique.[5]

Em junho de 2026 o Google lançou o relatório de desempenho de IA generativa, liberado para todos os sites em 31/08/2026. Ele mostra só impressões em AI Overviews e AI Mode, por página, país, dispositivo e data. Não mostra consulta nem clique, e só aparece para sites com impressões suficientes. Várias páginas do mesmo site num único recurso de IA contam como uma impressão.[15] Na prática: você sabe que foi citado e em qual página, mas não em qual busca. Como ler esse tráfego e o que fazer com ele está em AI Overview.

Relatório de indexação de páginas: o que é normal e o que é problema

O relatório de indexação separa as URLs que o Google conhece em indexadas e não indexadas, com o motivo. A primeira coisa a entender: “não indexada” não é erro por definição. O Google não indexa, de propósito, página bloqueada por robots.txt ou noindex, página duplicada e variação de filtro.[9] O número que importa não é o total de não indexadas; é quantas páginas que você quer na busca estão fora dela.

Motivo no relatórioO que significaÉ normal?
Página com redirecionamentoURL não canônica que redireciona para outra; ela não entra no índice, o destino pode entrarSim, depois de migração ou troca de http para https. Problema só se o destino também não estiver indexado
Página alternativa com tag canônica adequadaA página aponta para uma canônica, que está indexada; nenhuma ação é necessáriaSim
Cópia sem página canônica selecionada pelo usuárioO Google achou duplicada e escolheu outra como canônicaEm geral sim; confira se ele escolheu a certa
Cópia, o Google e o usuário não escolheram a mesma página canônicaVocê declarou uma canônica, o Google preferiu outraInvestigue: a canônica declarada provavelmente não se parece com a página
Rastreada, mas ainda não indexadaO Google leu a página e decidiu não guardar por enquanto; pode ou não indexar depois, e não precisa reenviarDepende: em página importante, costuma ser sinal de conteúdo raso ou repetido
Detectada, mas não indexada no momentoO Google conhece a URL e ainda não rastreou; em geral, adiou para não sobrecarregar o servidorEm volume grande, sinal de servidor lento ou de URLs demais de baixo valor
Não encontrado (404)A URL responde 404Sim, se a página foi removida sem substituta. Se mudou de endereço, use 301
URL marcado como “noindex”A página pede para não ser indexadaSim, se foi de propósito. Problema clássico quando o noindex do ambiente de homologação vai junto para produção
Erro soft 404A página diz “não encontrada” mas responde 200Não: devolva 404 de verdade ou ponha conteúdo na página
Erro no servidor (5xx)O servidor falhou quando o Google pediuNão: corrija
URL bloqueado pelo arquivo robots.txtO Google não pode rastrearDepende. Atenção: robots.txt não impede indexação; para tirar do índice, use noindex e libere o rastreio
Nomes dos motivos como aparecem na versão em português do Search Console, com a leitura da documentação oficial.[9]

Depois de corrigir um motivo, clique em Validar correção. A validação costuma levar até cerca de duas semanas e pode levar mais.[9] Em migração de site, esse relatório é o primeiro a olhar; o roteiro completo está em Migração de site sem perder SEO.

Inspeção de URL e pedido de indexação

A inspeção de URL mostra, para um endereço, o que está no índice (se foi indexado, qual canônica o Google escolheu, quando rastreou) e permite o teste do URL publicado, que busca a página ao vivo e verifica se ela pode ser indexada. O teste ao vivo não confere sitemap nem links que apontam para a página. O botão Solicitar indexação põe a URL na fila, com limite diário de pedidos por propriedade; o Google não publica o número. Pedir não garante indexação, e a indexação costuma levar um dia ou pouco mais, às vezes muito mais.[10]

Use o pedido para o que é novo ou mudou de forma importante: página de serviço lançada, preço corrigido, erro grave retirado. Para centenas de URLs, o caminho é sitemap atualizado e bons links internos, não clique repetido.

Core Web Vitals

O relatório de Core Web Vitals usa dado de campo do Chrome User Experience Report (CrUX): tempos medidos em visitantes reais, numa janela móvel de 28 dias, agrupados por conjuntos de páginas parecidas e avaliados no percentil 75. As métricas são LCP (carregamento, bom até 2,5 s), INP (resposta à interação, bom até 200 ms) e CLS (estabilidade visual, bom até 0,1). Site com pouco tráfego pode ver “Nenhum dado disponível”, porque o CrUX exige volume mínimo.[11] O que cada métrica mede e como corrigir está em Core Web Vitals.

Dados estruturados e melhorias

Os relatórios da seção Melhorias (e de Shopping, para snippets de produto e listagens do comerciante) mostram os itens de dados estruturados válidos e inválidos que o Google encontrou. Item válido é elegível a resultado rico, sem garantia de aparecer, e o relatório é uma amostra, não a lista completa. Para depurar um item, use a inspeção de URL ou o Teste de resultados ricos (Rich Results Test).[12] O Google também vem aposentando tipos pouco usados: em 2025 saíram da busca, entre outros, Course Info, Claim Review, Estimated Salary, Learning Video, Special Announcement e Vehicle Listing, que deixaram de aparecer nos relatórios do Search Console.[13] Se um relatório de melhoria sumiu do menu, confira essa lista antes de procurar erro no site.

Limites e padrões oficiais

Não há benchmark público confiável de CTR ou de taxa de indexação “boa” para sites brasileiros. O que existe com fonte primária são os limites do próprio Search Console, e é neles que a leitura costuma errar.

ItemValor oficialFonte
Verificação da propriedade de domíniosó por DNS (TXT ou CNAME); registro manual pode levar 2 a 3 diasSearch Console Help[1][2]
Usuários não proprietários por propriedadeaté 100Search Console Help[3]
Tamanho do sitemap50.000 URLs ou 50 MB sem compressão por arquivoGoogle Search Central[4]
<priority> e <changefreq>ignorados pelo GoogleGoogle Search Central[4]
Histórico do relatório de desempenho16 mesesAnalytics Help[8]
Exportação pela interfaceaté 1.000 linhasGoogle Search Central[7]
Search Analytics APIaté 50.000 linhas por dia, por site, por tipo de buscaGoogle Search Central[7]
Consultas anonimizadasfora das tabelas, dentro do total do gráficoGoogle Search Central[7]
Validação de correção de indexaçãoem geral até cerca de duas semanasSearch Console Help[9]
Pedido de indexaçãolimite diário, sem garantia de indexaçãoSearch Console Help[10]
Core Web VitalsCrUX, 28 dias, percentil 75; bom: LCP ≤ 2,5 s, INP ≤ 200 ms, CLS ≤ 0,1Search Console Help[11]
Relatório de IA generativasó impressões, sem consulta e sem clique; liberado para todos em 31/08/2026Search Console Help[15]
Exportação para o BigQuerydiária, sem consultas anonimizadas, sem histórico anterior à ativação; tabelas mantidas indefinidamente por padrãoSearch Console Help[14][16]
Limites documentados pelo Google em setembro de 2026. O Search Console muda com frequência; confira na ajuda antes de basear uma decisão num deles.

Como implementar na prática

Vínculo com o GA4

Vincular o Search Console ao GA4 leva as consultas e as páginas de entrada da busca orgânica para dentro do Analytics. Para criar o vínculo, é preciso ser proprietário verificado no Search Console e ter papel de editor no GA4. Um fluxo de dados da Web se liga a uma única propriedade do Search Console, e vice-versa. Os dois relatórios que nascem (Consultas e Tráfego da pesquisa orgânica do Google) ficam não publicados por padrão: é preciso publicar a coleção na Biblioteca. As métricas do Search Console só combinam com as dimensões dele mais página de destino, dispositivo e país.[8] O vínculo não traz a consulta para o evento de conversão: ele junta os dois números lado a lado por página, não por pessoa.

Exportação para o BigQuery

A exportação em massa manda, todo dia, os dados de desempenho para um projeto seu no Google Cloud, em três tabelas: searchdata_site_impression (agregada por propriedade), searchdata_url_impression (agregada por URL) e ExportLog (registro das exportações). As consultas anonimizadas vêm marcadas pelo campo is_anonymized_query, com a consulta em branco.[16] A primeira exportação sai em até 48 horas e começa no dia da ativação: não há histórico retroativo. O armazenamento e as consultas seguem a cobrança do Google Cloud, com faixa gratuita.[14] Como as tabelas ficam guardadas por padrão sem prazo, é assim que se vence o limite de 16 meses e o de 1.000 linhas.[16] Ligue no primeiro dia, mesmo sem uso imediato: histórico que não foi exportado não volta.

Search Console bem montado é pouco trabalho técnico e muita disciplina de acesso. O que dá errado quase nunca é o relatório: é a propriedade errada, o dono que saiu, o histórico que não foi guardado e a leitura do total quando a resposta está na página.

Onde os números costumam estar

Desempenho › Resultados da pesquisa Cliques, impressões, CTR e posição por consulta, página, país, dispositivo e aparência. Inclui AI Overviews e AI Mode, sem separar.
Desempenho › IA generativa Só impressões em recursos de IA, por página, país, dispositivo e data.
Indexação › Páginas e Sitemaps O que está no índice, o que não está e por quê; quando o Google leu cada sitemap.
Experiência e Melhorias Core Web Vitals (dado de visitante real) e itens de dados estruturados válidos e inválidos.
GA4 e CRM O que o visitante orgânico fez depois do clique: evento-chave, lead, oportunidade, venda. O Search Console para no clique.
BigQuery Histórico diário sem limite de linhas nem de meses, a partir do dia em que a exportação foi ligada.

Quem precisa entrar

Dono do domínio (TI ou liderança) Cria o registro DNS e é um dos dois proprietários verificados. Não apaga o TXT de verificação em troca de provedor.
SEO / conteúdo Usuário com permissão total: lê desempenho, envia sitemap, valida correções e acompanha indexação.
Dev do site Usuário com permissão total: corrige 5xx, soft 404, canônicas, redirecionamentos e Core Web Vitals.
Dados / RevOps Vínculo com o GA4, exportação para o BigQuery e cruzamento de página orgânica com lead e venda no CRM.
Diretoria e comercial Permissão restrita, para ler sem risco de mudar configuração.
  1. 1 Crie a propriedade de domínio e verifique por DNS. Se já existe propriedade de prefixo de URL com histórico, mantenha as duas.
  2. 2 Organize os donos: dois proprietários verificados da empresa, em e-mail corporativo; fornecedores como usuários com permissão total; leitura como restrita.
  3. 3 Envie o sitemap com só páginas canônicas que respondem 200, e declare o mesmo endereço no robots.txt.
  4. 4 Ligue a exportação para o BigQuery no primeiro dia, para começar a guardar histórico além dos 16 meses.
  5. 5 Vincule ao GA4 e publique a coleção do Search Console na Biblioteca.
  6. 6 Faça a primeira leitura do relatório de indexação separando o que é esperado (redirecionamento, alternativa com canônica, 404 de página removida) do que é problema (5xx, soft 404, página importante rastreada e não indexada).
  7. 7 Monte a leitura semanal de desempenho por página e por consulta, com o filtro de marca, e anote a data de toda mudança grande no site.
  8. 8 Cruze com o CRM uma vez por mês: quais páginas orgânicas geram lead que vira oportunidade. É o que transforma posição em argumento para a diretoria.

Armadilhas comuns

Os erros que mais encontro auditando Search Console de empresas B2B.

Só o fornecedor é proprietário

A agência ou o desenvolvedor verificou a propriedade no e-mail dele, anos atrás. Quando o contrato acaba, a empresa perde o acesso, ou descobre que o dono é um e-mail pessoal de alguém que já saiu. Sintoma: ninguém da casa consegue adicionar usuário. Correção: verifique a propriedade de novo com um token da empresa (DNS), adicione um segundo proprietário verificado e rebaixe o fornecedor a usuário com permissão total.

Propriedade de prefixo de URL com o protocolo ou o www errado

A propriedade é http://empresa.com.br, o site responde em https://www.empresa.com.br. O relatório mostra quase nada, e alguém conclui que o site não tem tráfego orgânico. Sintoma: cliques do Search Console muito abaixo das sessões orgânicas do GA4. Correção: propriedade de domínio, que cobre todas as variações.[1]

Tratar todo “não indexada” como erro

O relatório diz 1.200 páginas não indexadas e vira alarme na reunião. Abrindo, são URLs de filtro, versões com parâmetro, páginas antigas que redirecionam e alternativas com canônica, todas esperadas. Enquanto isso, as três páginas de serviço que importam estão em “Rastreada, mas ainda não indexada” e ninguém viu. Correção: filtre o relatório pelo sitemap das páginas que você quer indexadas e comece por elas.[9]

O noindex da homologação foi para produção

O ambiente de teste tem, com razão, noindex em todas as páginas. No lançamento do site novo, a configuração vai junto. Sintoma: em poucos dias, as páginas migram para “URL marcado como noindex” e as impressões caem em bloco. Correção: tire a diretiva, confira com o teste do URL publicado e peça indexação das páginas principais.[9][10] Ponha essa checagem no roteiro de todo lançamento.

Bloquear no robots.txt para tirar do Google

Para tirar páginas da busca, alguém bloqueia a pasta no robots.txt. O Google para de rastrear, mas não enxerga o noindex e a URL pode continuar indexada, agora como “Página indexada, mas bloqueada pelo robots.txt”. Correção: libere o rastreio e use noindex; bloqueie no robots.txt só o que não precisa ser rastreado.[9]

Parar a leitura no clique

O relatório mensal de SEO mostra cliques subindo, e a diretoria pergunta quantas vendas isso gerou. Ninguém sabe, porque a página orgânica nunca foi cruzada com o lead no CRM. Correção: ligue página de entrada, evento de formulário e origem do lead, e leve para a reunião a página que gerou oportunidade, não a que gerou clique. Como separar o orgânico do direto no GA4 está em Tráfego direto no GA4, e como amarrar o evento ao CRM, em Event tracking.

Checklist de implementação

FAQ

Perguntas frequentes sobre o Google Search Console

As dúvidas que mais aparecem de quem cuida de site de empresa.

A de domínio cobre todos os subdomínios e os protocolos http e https, e só se verifica por DNS. A de prefixo de URL cobre só os endereços que começam exatamente com aquele prefixo e aceita arquivo HTML, meta tag, GA4 e Tag Manager. Use a de domínio como visão principal.

Em Configurações › Usuários e permissões, adicione o e-mail e escolha o papel: permissão total para quem trabalha no site, restrita para quem só lê. Só proprietários adicionam usuários, e cada propriedade aceita até 100 usuários não proprietários.

São medidas diferentes: o Search Console conta clique na busca do Google, o GA4 conta sessão com tag carregada, de qualquer buscador e com consentimento. Propriedade de prefixo de URL errada também derruba o número. Compare tendência, não valor absoluto.

16 meses no relatório de desempenho. Para guardar mais, ligue a exportação para o BigQuery, que começa a contar do dia em que foi ativada e não traz histórico anterior.

Pode ser. O Google leu a página e decidiu não indexar por enquanto; reenviar não é necessário. Em página importante, costuma indicar conteúdo raso ou muito parecido com outra página do site.

Coloca a URL na fila, mas não garante indexação e tem limite diário. Use para página nova ou mudança importante; para muitas páginas, atualize o sitemap e os links internos.

Sim, misturado no relatório de desempenho comum, sem filtro para separar. O relatório de IA generativa, liberado para todos em 31/08/2026, mostra só impressões em AI Overviews e AI Mode por página, sem consulta e sem clique.

Da posição na busca à oportunidade no CRM

O Search Console diz como o site aparece; o GA4 e o CRM dizem se isso virou venda. O Incuca Intelligence junta essas leituras e avisa quando a medição quebra, como uma queda de indexação depois de uma publicação ou um formulário orgânico que parou de chegar ao CRM. Se a propriedade, a exportação ou o cruzamento com o CRM ainda não existem, o time da Incuca monta.

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Referências

  1. [1] Google Search Console Help. Adicionar uma propriedade de site (domínio × prefixo de URL). https://support.google.com/webmasters/answer/34592
  2. [2] Google Search Console Help. Verificar a propriedade do site (métodos, prazo do DNS, perda de verificação). https://support.google.com/webmasters/answer/9008080
  3. [3] Google Search Console Help. Gerenciar usuários, proprietários e permissões. https://support.google.com/webmasters/answer/2451999
  4. [4] Google Search Central. Criar e enviar um sitemap (limites, lastmod, priority e changefreq). https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/sitemaps/build-sitemap
  5. [5] Google Search Console Help. O que são impressões, posição e cliques (inclui agregação por propriedade × por página e a contagem em AI Overviews e AI Mode). https://support.google.com/webmasters/answer/7042828
  6. [6] Google Search Console Help. Relatório de desempenho (resultados da pesquisa): dimensões e agrupamentos de dados, incluindo o filtro de consultas de marca. https://support.google.com/webmasters/answer/17011259
  7. [7] Google Search Central Blog. A deep dive into Search Console performance data filtering and limits. 19/10/2022. https://developers.google.com/search/blog/2022/10/performance-data-deep-dive
  8. [8] Google Analytics Help. Conectar o Search Console ao Google Analytics (requisitos, relatórios, 16 meses). https://support.google.com/analytics/answer/10737381
  9. [9] Google Search Console Help. Relatório de indexação de páginas. https://support.google.com/webmasters/answer/7440203
  10. [10] Google Search Console Help. Ferramenta de inspeção de URL. https://support.google.com/webmasters/answer/9012289
  11. [11] Google Search Console Help. Relatório de Core Web Vitals. https://support.google.com/webmasters/answer/9205520
  12. [12] Google Search Console Help. Relatórios de status de resultados ricos. https://support.google.com/webmasters/answer/7552505
  13. [13] Google Search Central Blog. Simplifying the search results page. 12/06/2025, atualizado em 08/09/2025. https://developers.google.com/search/blog/2025/06/simplifying-search-results
  14. [14] Google Search Console Help. Iniciar uma nova exportação de dados em massa (BigQuery). https://support.google.com/webmasters/answer/12917675
  15. [15] Google Search Console Help. Relatório de desempenho de IA generativa (Pesquisa). https://support.google.com/webmasters/answer/16984139
  16. [16] Google Search Console Help. Diretrizes e referência das tabelas da exportação em massa. https://support.google.com/webmasters/answer/12917991
Lucas Adiers Stefanello

Sobre o autor

Lucas Adiers Stefanello

Fundador e CEO da Incuca, onde junta dados de marketing, vendas e receita para mostrar onde a empresa perde venda. Trabalha com tecnologia para negócios desde 2013 e coordena a Comunidade Incuca.