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Quanto tempo leva uma migração de site e o que vigiar mês a mês

15 min de leitura

Em resumo

Uma migração de site leva de um a três meses no caso típico e pode passar de um ano. O texto mostra o que conferir na semana 1 e nos meses 1, 3 e 6, e como alinhar o prazo com a diretoria.

Neste artigo
  1. Quanto tempo leva uma migração de site, segundo o Google
  2. O que conferir na primeira semana depois da troca
  3. O que acompanhar no primeiro mês da migração
  4. O que olhar no terceiro mês, quando a troca deveria fechar
  5. Por que o Google pode voltar a mostrar o domínio antigo
  6. O que conferir no sexto mês depois da migração
  7. Como explicar o prazo da migração para a diretoria
  8. Perguntas frequentes
  9. Fontes

Quanto tempo leva uma migração de site? No caso típico, de um a três meses até o Google processar a troca. Nos casos mais lentos, de seis meses a mais de um ano. As faixas vêm do resumo de uma palestra de Gary Illyes, do Google, feita em outubro de 2026 3. Na prática, a janela de risco dura um trimestre ou mais.

Parece razoável relaxar depois do terceiro mês. Só que um dono de site contou no Reddit que trocou de domínio no começo do ano 1. O tráfego voltou em abril. Quatro meses depois, o Google devolveu tudo ao domínio antigo 1. John Mueller, do Google, respondeu que às vezes o processamento completo demora bastante 1. Então a pergunta muda: o que você confere, e quando, para saber se a troca terminou de verdade?

O passo a passo de como migrar está no verbete de migração de site sem perder SEO. Aqui o foco é o depois. São quatro marcos: a primeira semana, o primeiro mês, o terceiro e o sexto. Em cada um, você vê o que é oscilação esperada e o que é furo a corrigir, e no fim leva um modelo em número para a diretoria.

Quanto tempo leva uma migração de site, segundo o Google

Os números mais recentes vêm de uma sessão de Gary Illyes no Search Central Live, evento do Google para quem cuida de sites, em Barcelona, no dia 2 de outubro de 2026. Quem registrou as faixas foi John Campbell, um dos palestrantes convidados, num resumo publicado depois 3. O Search Engine Journal avisa que esse resumo não informa o tamanho da amostra nem o que conta como típico 3. Então use as faixas como régua de comparação.

Uma delas fala do Search Console, o painel gratuito em que o Google mostra como enxerga o seu site. Ele tem uma ferramenta de mudança de endereço: é por ela que você avisa o Google que o domínio trocou.

SituaçãoFaixa citadaFonte
Mudança de site, caso típico1 a 3 mesesResumo da palestra de Gary Illyes 3
Mudança de site, casos mais lentos6 meses a mais de 1 anoResumo da palestra de Gary Illyes 3
Troca de domínio com mudança de endereço no Search ConsolePode passar de 4 mesesJohn Mueller, do Google 1

O que isso significa para a operação? O site novo entra no ar num dia, mas a troca dura meses dentro do Google. Nesse período convivem duas versões: a nova, que o Google ainda está aprendendo, e a antiga, que ele ainda lembra. Se a troca não terminou no terceiro mês, ela já está na ponta alta da faixa típica 3.

Para o gestor, a consequência é de orçamento e de expectativa. A meta de leads do trimestre seguinte à troca precisa nascer sabendo disso. E o time precisa de uma rotina de conferência que dure o mesmo tempo que a turbulência, porque uma lista de conferência do dia do lançamento cobre só o dia do lançamento.

Linha do tempo com quatro marcos para acompanhar uma migração de site: semana 1, mês 1, mês 3 e mês 6, com o que conferir em cada um
O que vigiar depois da migração

O que conferir na primeira semana depois da troca

A primeira semana é de encanamento. O cano é o caminho por onde o comprador chega: busca, clique, página, formulário e CRM, o sistema onde o comercial registra cada lead e negociação. Um vazamento aqui se repete por meses, porque tudo o que o Google lê no site novo vira sinal sobre qual endereço indexar.

Ao analisar o caso do Reddit, o Search Engine Journal listou pontos que podem derrubar uma troca de domínio 1. A gente organizou esses pontos como conferência:

  1. Redirecionamento de página para página. O redirecionamento é o aviso que o servidor dá ao navegador e ao Google de que a página mudou de endereço. Feito no painel de registro do domínio, ele pode não preservar o caminho de cada página 1.
  2. Certificado de segurança no domínio antigo. Sem ele, o redirecionamento de quem chega pela versão segura do endereço antigo pode falhar 1.
  3. Nada de redirecionamento em cadeia. A página antiga vai direto para a nova, sem passar por endereço intermediário 1.
  4. Links internos com o domínio antigo escrito por extenso. Menu, rodapé e texto podem carregar o endereço velho. Uma ferramenta que percorre o site inteiro, como o Google faria, encontra esses links 1.
  5. Sitemap atualizado. O sitemap é a lista de endereços que o site entrega ao Google. Se ele ainda lista o domínio antigo, manda sinal contraditório sobre qual versão indexar 1.
  6. Mudança de endereço para a versão com www e sem www. Foi a recomendação de Mueller para o Google conseguir migrar o domínio inteiro 1.

Na mesma semana entra a medição. Preencha o formulário do site novo com um nome de teste e siga o lead até o CRM. Confira se ele chegou com a origem certa e se a conversão apareceu no GA4, a ferramenta do Google que mede o que acontece dentro do site, e no Google Ads, onde rodam os anúncios. Lead sem origem quer dizer que o furo está entre o clique e o formulário.

O que é esperado nesta semana: o domínio novo com poucas impressões e o antigo ainda concentrando quase tudo. O que é furo: página antiga que cai em erro, formulário que não chega ao CRM e conversão que não registra. Esses três pedem correção no mesmo dia.

O que acompanhar no primeiro mês da migração

No primeiro mês, a pergunta deixa de ser “está funcionando?” e passa a ser “está migrando?”. O sinal mais direto fica no Google Search Console: as impressões, que contam quantas vezes o site apareceu na busca, começam a passar do cadastro do domínio antigo no painel para o cadastro do domínio novo. No Search Console, esse cadastro de cada domínio se chama propriedade. A gente sugere manter as duas propriedades abertas lado a lado durante toda a transição.

Junto com a busca, olhe para a receita. Escolha as cinco ou dez páginas que mais trazem lead qualificado, como a do serviço principal ou a de orçamento. Acompanhe as consultas que levam até elas. É ali que a queda pesa no caixa.

SinalOscilação esperadaFuro a corrigir
Impressões no Search ConsoleCaem no domínio antigo enquanto sobem no novoCaem nos dois ao mesmo tempo
Páginas indexadas no domínio novoCrescem semana a semanaFicam paradas ou aparecem como rastreadas, mas não indexadas
Leads por origem no CRMTotal parecido, com outra mistura de origensLeads de busca somem e ninguém sabe para onde foram
Consultas das páginas de receitaPosição varia por alguns diasPágina de serviço sai da busca e não volta
Conversões no GA4 e no Google AdsVolume acompanha o tráfegoTráfego estável e conversão zerada

Se os leads caírem e a causa não estiver clara, separe o problema em camadas, como a gente mostra em leads caíram depois do site novo. Primeiro a medição, depois o tráfego, depois a página. A ordem importa porque uma tag quebrada, o pequeno código que registra visita e conversão, faz o relatório parecer uma queda de resultado.

O que olhar no terceiro mês, quando a troca deveria fechar

O terceiro mês é a fronteira da faixa típica. Pelo resumo da palestra do Google, se a mudança ainda não se resolveu nesse ponto, ela está no lado lento da faixa 3. Ainda há tempo, e já vale investigar com método.

Comece pelos endereços antigos que seguem no índice. Barry Schwartz, editor do Search Engine Roundtable, lembra que quem busca o domínio antigo pelo nome provavelmente vai vê-lo no Google 2. Por isso o teste mais confiável é a propriedade antiga no Search Console. Se ela ainda recebe impressões em consultas sobre o seu serviço, o Google ainda prefere o endereço velho.

Essa preferência tem nome: canonicalização, a escolha que o Google faz de qual endereço indexar quando encontra versões parecidas da mesma página. O Search Engine Journal sugere tratar a migração que deu errado como um problema de canonicalização 1. Links de outros sites apontando para a versão com www ou sem www, por exemplo, podem pesar a favor do domínio antigo 1.

  • Percorra de novo o site novo inteiro em busca de links com o domínio antigo.
  • Teste uma amostra de endereços antigos, incluindo as páginas de receita, e confirme que cada um vai direto para o equivalente.
  • Confira se a mudança de endereço está registrada nas duas versões do domínio 1.
  • Compare os leads por origem do trimestre com o trimestre anterior à troca, direto no CRM.

Se tudo isso estiver em ordem e os números estiverem subindo, a troca está andando no ritmo dela. Se algum item falhar, a correção vem antes de qualquer conversa sobre conteúdo ou anúncio, porque é ela que tira o sinal contraditório do caminho.

Por que o Google pode voltar a mostrar o domínio antigo

No caso relatado, a troca foi feita com redirecionamentos, mudança de endereço e ajustes internos logo no início 1. Em abril, o domínio novo já recebia cerca de 5.000 impressões por dia 1. Quatro meses depois, mais de 5.000 páginas dele passaram a aparecer como rastreadas, mas não indexadas, e o domínio caiu para 20 impressões por semana 1. Ao mesmo tempo, o domínio antigo voltou inteiro ao índice 2.

Rastreada, mas não indexada quer dizer que o Google visitou a página e decidiu não colocá-la nos resultados. Quem clicava no resultado antigo ainda chegava à página nova, porque o redirecionamento seguia ativo 1. A visita chegava. O sinal de busca é que estava no endereço errado.

A consultora Marie Haynes levanta uma hipótese: a migração dispararia uma nova avaliação de qualidade do site, num momento em que o Google está mais exigente com o que indexa 2. Ela e Glenn Gabe, outro consultor de busca, dizem estar recebendo casos de migração que deu errado meses depois 2. É hipótese, sem confirmação do Google. Mueller citou apenas a demora de processamento e a configuração para www e sem www 1.

Para quem decide, isso muda duas coisas. A primeira: mantenha o domínio antigo registrado e os redirecionamentos ativos mesmo depois que o tráfego voltar, porque são eles que seguram o visitante quando o Google oscila. A segunda: deixe a propriedade antiga no Search Console sob vigilância até o sexto mês, de olho em impressões que voltam a subir lá. Se subirem, revise links, sitemap e as duas versões do domínio antes de mexer no conteúdo.

O que conferir no sexto mês depois da migração

O sexto mês é o marco de fechamento. Pela faixa citada pelo Google, a troca típica já terminou. Os casos mais lentos, porém, vão de seis meses a mais de um ano 3. E o caso do Reddit mostra que a virada pode chegar meses depois de o tráfego voltar 1.

Por isso a conferência do sexto mês serve para decidir se a vigilância pode afrouxar. São quatro itens:

  1. Propriedade antiga no Search Console. As impressões em consultas sobre o seu serviço devem estar perto de zero. Se voltaram a subir, o Google pode estar preferindo o endereço velho de novo.
  2. Páginas indexadas no domínio novo. A contagem fica estável. Muitas páginas passando para rastreada, mas não indexada é sinal de furo.
  3. Leads por origem no CRM. Compare com o mesmo período antes da troca. A busca precisa aparecer como origem, com volume parecido.
  4. Redirecionamentos e registro do domínio antigo. Seguem ativos, porque são eles que levam o visitante à página nova se o Google oscilar.

O que é esperado: pequenas variações semanais nas impressões do domínio novo e o endereço velho ainda aparecendo para quem busca pelo nome antigo 2. O que é furo: impressões migrando de volta para o domínio antigo, páginas de receita saindo do índice ou leads de busca sumindo do CRM.

Se o sexto mês fechar limpo, a gente sugere trocar a conferência semanal por uma mensal, sem desligar nada. Se algum sinal falhou, volte à lista do terceiro mês: links internos, sitemap e as duas versões do domínio 1. A correção vem primeiro, porque conteúdo novo não resolve um sinal de endereço trocado.

Como explicar o prazo da migração para a diretoria

A conversa com a diretoria fica mais difícil quando acontece depois da queda. Por isso a gente recomenda levar o modelo antes da troca, com três compromissos. O primeiro é o prazo esperado. O segundo são os sinais acompanhados. O terceiro é o gatilho de ação.

O prazo vem da faixa citada pelo Google: um a três meses no caso típico, com chance de passar de seis 3. Os sinais são os da tabela do primeiro mês. O gatilho é a regra que diz quando a oscilação vira furo, combinada antes, com a cabeça fria.

IndicadorOnde medirBase de comparaçãoGatilho de ação
Impressões somadas dos dois domíniosSearch ConsoleMédia dos três meses antes da trocaSoma cai e não reage por semanas seguidas
Páginas de receita indexadas no domínio novoSearch ConsoleLista fechada antes da trocaAlguma fora do índice no fim do mês 1
Leads por origemCRMTrimestre anterior à trocaLead chegando sem origem registrada
Conversões registradasGA4 e Google AdsLeads no CRM do mesmo períodoDistância entre conversões e leads aumenta
Receita de negócios vindos do siteCRMTrimestre anterior à trocaQueda que o comercial não explica

Com essa tabela preenchida todo mês, a diretoria vê que tráfego, lead e receita continuam rastreados durante a troca. E o time ganha permissão para esperar quando o sinal é de oscilação, e para agir rápido quando é furo. Para ligar esses números ao resultado de negócio, o verbete sobre provar resultado para a diretoria mostra como montar o relatório.

Amanhã de manhã, se a troca já aconteceu, abra as duas propriedades no Search Console e anote em que marco você está. Se ela ainda vai acontecer, feche a lista das páginas de receita e a tabela de base antes de mexer em qualquer coisa. Nos dois casos, mande um lead de teste do formulário até o CRM e confira a origem.

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Perguntas frequentes

Quanto tempo o Google leva para processar a migração de um site?

Pelo resumo de uma palestra do Google, a mudança de site leva de um a três meses no caso típico. Nos casos mais lentos, pode passar de um ano. Acompanhe pela contagem de páginas indexadas e pelas impressões no Search Console.

É normal o tráfego cair depois de trocar de domínio?

Alguma oscilação é esperada enquanto o Google transfere os sinais do endereço antigo para o novo. O alerta é a soma das impressões dos dois domínios cair e não reagir, ou os leads perderem a origem no CRM.

Por quanto tempo devo manter os redirecionamentos do domínio antigo?

Durante toda a transição e depois dela. Há relatos de o Google voltar a mostrar o domínio antigo meses após a troca, e é o redirecionamento que leva o visitante à página nova. Manter o registro do domínio antigo faz parte do plano.

Preciso fazer a mudança de endereço no Search Console para www e sem www?

Sim. John Mueller, do Google, recomendou configurar a mudança de endereço nas duas versões para que o domínio inteiro seja migrado.

O que significa “rastreada, mas não indexada” depois da migração?

Significa que o Google visitou a página e decidiu não mostrá-la nos resultados. Depois de uma migração, confira links internos com o domínio antigo, o sitemap e as duas versões do domínio, porque esses sinais podem fazer o Google preferir o endereço velho.

Fontes

  1. Search Engine Journal. “Google Says Why Site Migrations Can Exceed 4 Months”. www.searchenginejournal.com
  2. Search Engine Roundtable. “Google Search Showing Sites Old Domain Fourth Months After Domain Move?”. www.seroundtable.com
  3. Search Engine Journal. “Google Ends Spam Update, Shares Crawl Timing Ranges – SEO Pulse”. www.searchenginejournal.com
Lucas Adiers Stefanello

Lucas Adiers Stefanello

Fundador e CEO da Incuca, onde junta dados de marketing, vendas e receita para mostrar onde a empresa perde venda. Trabalha com tecnologia para negócios desde 2013 e coordena a Comunidade Incuca.

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