Como preparar a empresa para o ChatGPT Ads antes de anunciar

16 min de leitura

Em resumo

O ChatGPT Ads sinaliza uma mudança de comportamento: o cliente pergunta para a IA antes de abrir dez abas. Preparar a empresa começa pelo que a internet entende do seu negócio e pela qualidade dos dados que alimentam cada decisão.

Neste artigo
  1. O que tem em cada parte da live
  2. Como preparar a empresa para o ChatGPT Ads começa fora do anúncio
  3. O que a inteligência artificial precisa encontrar sobre o seu negócio
  4. A compra ficou híbrida: parte no Google, parte na conversa com a IA
  5. Como funciona o anúncio dentro do ChatGPT
  6. Pixel e API de eventos: a base que sustenta qualquer canal novo
  7. Atribuição quebrada e as cinco versões da mesma verdade
  8. Três passos que eu daria hoje como CEO diante do ChatGPT Ads
  9. Quem é Douglas Braga
  10. Perguntas frequentes
ChatGPT Ads: sua empresa está preparada para anunciar para uma IA?

Como preparar a empresa para o ChatGPT Ads? Comece pelo que a internet já publica sobre você: site atualizado, conteúdo claro, menções da marca e conversões medidas direito. Anunciar é a parte fácil. Nesta live da Comunidade Incuca, Lucas Stefanello e Douglas Braga mostram o que a IA precisa encontrar e como medir o que acontece depois do clique.

O gestor que chega até aqui costuma carregar um problema mais velho que o ChatGPT. A empresa tem ferramenta para tudo e ninguém consegue dizer com segurança de onde veio a última venda. Quando o comprador passa a perguntar para uma IA quem resolve o problema dele, esse buraco fica mais caro.

O fio que liga as duas coisas é simples. Qualidade de dado é qualidade de decisão, porque uma IA alimentada com informação errada decide errado muito mais rápido.

O que tem em cada parte da live

  • 0:33 · A nova camada de IA na decisão de compra
  • 4:14 · A pergunta certa antes de adotar a ferramenta
  • 7:23 · O que a IA precisa saber sobre a sua empresa
  • 9:59 · Estudo com 75 mil marcas: menção pesa mais que volume
  • 12:04 · A compra ficou híbrida: Google e IA juntos
  • 17:59 · GEO, AEO e otimização para modelos de linguagem
  • 23:17 · Como funciona o anúncio dentro do ChatGPT
  • 30:06 · Pixel e API de eventos do TikTok na prática
  • 36:52 · Qualidade de dado é qualidade de decisão
  • 1:03:49 · Três passos que eu faria hoje como CEO

Como preparar a empresa para o ChatGPT Ads começa fora do anúncio

Toda vez que aparece uma plataforma nova, o mercado faz a mesma pergunta. Como eu anuncio nisso? Foi assim com o Instagram, depois com o TikTok. Agora é a vez do ChatGPT Ads, o formato de anúncio que a OpenAI abriu dentro das conversas do ChatGPT.

Existe uma pergunta anterior a essa, e ela tem duas partes. Essa ferramenta resolve um problema importante do meu negócio? E a minha empresa está pronta para aproveitar ela? Sem essas duas respostas, o novo canal vira mais uma conta para administrar.

A cena que a gente encontra em muitas operações é parecida. Google Analytics de um lado, CRM do outro, o sistema onde o comercial registra cada oportunidade. Mais Meta, TikTok, Google Ads, site, WhatsApp e automações. As ferramentas existem, só que não conversam entre si.

Quando os sistemas não conversam, a empresa perde informação no caminho. Sem informação, a decisão vira palpite. E o reflexo mais comum é comprar mais mídia para compensar um problema que está em outro lugar da operação.

Existe uma diferença enorme entre conseguir comprar mídia e estar preparado para uma máquina entender a sua empresa.

Lucas Stefanello

O que interessa aqui é o comportamento que essa caixinha de anúncio representa. O usuário não está procurando propaganda, está procurando resposta. A empresa precisa estar preparada para participar dessa resposta.

Publicidade sempre foi sobre aparecer para um determinado público. A próxima camada é aparecer para a inteligência artificial no momento em que ela ajuda alguém a decidir. Muda quem precisa entender você primeiro.

O que a inteligência artificial precisa encontrar sobre o seu negócio

Para uma IA explicar a sua empresa, ela precisa achar um conjunto de informações espalhadas pela internet. Nada disso é abstrato. São páginas, textos e registros públicos que existem ou não existem.

  • O que a empresa faz, quais produtos oferece e para quais mercados
  • Quais são os diferenciais e qual é a reputação da marca
  • Quais conteúdos ela publica e quais páginas ela mantém no ar
  • Quais informações estão organizadas de um jeito que um robô consiga ler
  • Como o site registra conversão e como o CRM devolve isso para o marketing

Tem um detalhe que pesa mais do que parece. Se o seu site parou há cinco anos, uma parte da sua empresa também parou há cinco anos na internet. O produto mudou, o time mudou, o posicionamento mudou. Se nada disso foi documentado, existe uma distância entre a empresa que opera hoje e a empresa que a internet enxerga.

Antes de procurar o hack para aparecer na IA, talvez valha você conferir se a internet consegue entender o que a sua empresa faz.

Lucas Stefanello

Um estudo da Ahrefs com 75.000 marcas apontou correlação entre menção da marca na web e visibilidade nas respostas de IA 1. Publicar muitas páginas no próprio site apareceu com correlação bem menor. Correlação não é causalidade, e a live deixa isso claro. Ainda assim, o sinal aponta para presença e contexto como o que pesa na balança.

Isso tem nome e sigla nova toda semana: GEO, AEO, otimização para modelos de linguagem. Todas descrevem a mesma tarefa, que é fazer a sua empresa aparecer nas respostas geradas por inteligência artificial. A base continua sendo a mesma de sempre. A IA precisa encontrar, interpretar e confiar na informação. Se quiser o conceito destrinchado, a gente explicou em otimização para busca com IA.

Antes de discutir orçamento de mídia, pesquise a própria empresa. Se você quer um roteiro de perguntas, vale ler como saber se a minha empresa aparece no ChatGPT e comparar com o que você reconhece do negócio.

A compra ficou híbrida: parte no Google, parte na conversa com a IA

O Google não morreu e o SEO não virou peça de museu. O que aconteceu foi uma divisão do caminho. Parte da pesquisa continua na busca tradicional, parte migrou para a conversa com a IA e para robôs que visitam sites e resumem o que acharam.

Uma pesquisa da Semrush com mais de mil consumidores americanos que já usam IA mostrou os dois meios sendo usados juntos na mesma decisão 2. A pessoa pergunta para a IA e confere no Google. A mesma análise, sobre cerca de 1 bilhão de registros de navegação, apontou crescimento de 206% no tráfego enviado pelo ChatGPT em 2025 2.

Tem um efeito colateral no comportamento do clique. Quando o Google mostra um resumo gerado por IA no topo da página, aquele bloco que responde antes dos links, o usuário costuma avançar menos. Uma análise citada na conversa mediu o clique em resultados tradicionais em 8% das visitas com resumo 3. Nas visitas sem resumo, esse número subia para 15% 3.

Leia isso de duas formas ao mesmo tempo. A sua marca precisa aparecer no resumo, porque ali muita gente decide sem clicar. E precisa converter bem quem clica, porque esse visitante chega mais adiantado, já sabendo quem você é.

É aí que as três perguntas se organizam. Quem pesquisa te encontra? Quem te encontra consegue comprar? E você sabe dizer o que funcionou? Cada uma delas tem um lugar concreto onde o dinheiro escapa: a página que não é lida pelo robô, o formulário que não entrega, o rastreio que não registra a origem.

Enquanto a diretoria debate se a IA vai mudar a decisão de compra, o cliente já está usando ela para escolher de quem comprar. A pergunta que resolve mais é outra: como a minha marca aparece nesse caminho novo?

Como funciona o anúncio dentro do ChatGPT

A mecânica é mais simples do que o barulho em volta. O anúncio aparece no rodapé de respostas do ChatGPT, dentro do contexto do que a pessoa está pesquisando. A promessa da OpenAI é alcançar o usuário enquanto ele compara alternativas e pesa prós e contras.

A diferença em relação à mídia de busca está no sinal usado para escolher quem aparece. Além da palavra digitada, entra o contexto da conversa, que costuma trazer situação, restrição e critério de escolha.

Tem um ponto que merece atenção de quem vai aprovar o orçamento. Segundo a própria OpenAI, os anúncios ficam separados da resposta e não influenciam o que o modelo responde. Ou seja, comprar espaço não faz a sua marca virar recomendação.

Isso devolve o peso para o trabalho de base. Ser citado na resposta depende do que existe publicado sobre você, da clareza dos conteúdos e das menções da marca pela web. O anúncio é um canal a mais, com regra própria.

Vai funcionar para toda empresa? Provavelmente não, e o canal é novo demais para promessa. O público ainda está formando opinião sobre receber oferta dentro de uma conversa. Quem vende ticket alto em B2B vai medir com paciência antes de escalar.

A pergunta que ajuda a decidir tem a ver com tempo: quanto a sua estratégia leva para acompanhar uma mudança de comportamento do seu comprador? Gostar ou não de anúncio dentro da IA muda pouco nessa conta. Se quiser o panorama do formato, a gente organizou em ChatGPT Ads.

Pixel e API de eventos: a base que sustenta qualquer canal novo

Douglas Braga abre a conta de anúncios do TikTok e mostra, passo a passo, como configurar o rastreio de conversão. O canal pode ser outro daqui a um ano. A peça que registra o que aconteceu depois do clique continua a mesma.

Duas peças fazem esse trabalho. O pixel é um trecho de código que roda no navegador do visitante e avisa a plataforma quando algo acontece. A API de eventos faz o mesmo aviso partindo do seu servidor, sem depender do navegador.

Quando existe algum anúncio nessas plataformas ou para um navegador que tem bloqueador de anúncio, ele não vai mostrar esses anúncios e, se houve alguma venda ali, o TikTok, assim como muitas ferramentas, acaba não sabendo.

Douglas Braga

Por isso a própria plataforma recomenda usar os dois juntos. As duas fontes mandam o mesmo identificador da venda, e o TikTok entende que é um evento só. Você ganha cobertura sem contar a mesma conversão duas vezes. O mesmo raciocínio vale para Meta e Google, e a gente detalhou em rastreio pelo servidor.

Por trás do operacional existe uma questão de negócio. Como a plataforma sabe o que aconteceu depois do clique? Se ela aprende errado, otimiza errado. E isso pesa mais a cada mês, porque quem decide onde colocar a próxima parcela do investimento já é um algoritmo.

Qualidade de dado é qualidade de decisão. A IA pode ser extremamente inteligente, mas se você entrega informação ruim para ela, ela vai tomar decisões ruins com uma velocidade incrível.

Lucas Stefanello

A demonstração termina com uma recomendação do Douglas Braga para quem ainda está testando o canal. Não comece pela arquitetura mais cara.

Se isso aqui é um teste, você está validando o canal, o que eu recomendo? Recomendo pelo jeito mais simples. Começa com pixel do TikTok.

Douglas Braga

Atribuição quebrada e as cinco versões da mesma verdade

Quando a gente conecta as contas de um cliente novo, o primeiro achado costuma ser o mesmo. A origem das oportunidades que chegam ao comercial está incompleta. Aparecem muitos registros sem canal identificado, sem campanha, sem rastro.

Lucas conta na live um caso em que 90% das oportunidades que chegavam ao comercial não tinham origem conhecida 4. Dá para coordenar um investimento inteiro enxergando 10% do que entra? Qualquer IA ligada nesse dado vai responder com confiança sobre uma amostra torta.

O sintoma seguinte é a multiplicação de versões. O CRM diz uma coisa, o marketing diz outra, o financeiro tem um terceiro número, o analytics um quarto, o atendimento sabe de mais um pedaço. No fim, alguém junta tudo de cabeça para decidir. Esse alguém costuma ser o dono.

A empresa cresce na proporção da clareza que o fundador tem sobre a sua própria operação. Quando ele vira a ponte manual entre cinco sistemas, sobra pouco tempo para olhar o futuro do negócio.

Arrumar isso muda a mídia paga também. O fluxo comum devolve para a plataforma qualquer pessoa que preencheu o formulário. O fluxo bom espera o comercial qualificar e devolve o perfil de quem virou oportunidade real. Mesmo investimento, orientação diferente. Se o tema te interessa, veja atribuição de receita.

Esse é o problema que a gente resolve com o Intelligence: conectar site, mídia e CRM em um caminho único de compra e mostrar onde ele trava. O gargalo costuma andar de lugar, da página de destino para a etapa comercial, da etapa comercial para a cobrança do financeiro.

Se você precisa lembrar o seu fornecedor de fazer aquilo que contratou ele para cuidar, talvez você tenha terceirizado a execução, mas não o problema.

Lucas Stefanello

Três passos que eu daria hoje como CEO diante do ChatGPT Ads

No fim da conversa Lucas responde a pergunta mais direta da live. Se eu fosse o CEO de uma empresa olhando para o ChatGPT Ads hoje, o que eu faria primeiro? A resposta tem três movimentos, na ordem.

  1. Descobrir como a empresa está sendo interpretada pelas IAs: o que elas dizem sobre você, quais concorrentes aparecem junto, quais produtos são recomendados e quais informações estão erradas ou faltando.
  2. Auditar os dados que alimentam as decisões: Google, Meta, TikTok, CRM, site, conversões, eventos e integrações. A pergunta é se dá para confiar no que esses números mostram.
  3. Procurar os vazamentos de receita na operação atual: tráfego, conversão, atendimento, etapa comercial, retenção. Esse dinheiro já foi pago para entrar e está parado no caminho.

Repare no que sobra de fora dessa lista. Nenhum dos três passos começa comprando mídia. Os três melhoram o resultado do que você já investe, inclusive no ChatGPT Ads quando ele entrar no plano.

Não precisa transformar sua empresa numa NASA para começar. Você começa pelo que consegue medir, valida, entende, depois evolui.

Lucas Stefanello

Muita empresa faz o caminho inverso. Compra a ferramenta, contrata a integração, monta o projeto e só depois pergunta qual problema estava tentando resolver. Começar pelo outro lado custa menos e dói menos.

As quatro perguntas de partida são curtas. Qual é o problema? Quanto ele custa por mês? Que dado comprova esse custo? E qual é o impacto na receita quando ele for corrigido?

Quem é Douglas Braga

Douglas Braga é da equipe da Incuca e cuida da parte técnica de mídia e rastreio. Nesta live ele demonstra, direto na conta de anúncios, como conectar uma fonte de dados no TikTok e como usar pixel e API de eventos juntos. Ele também explica quando vale começar pela configuração mais simples.

Amanhã de manhã, faça uma coisa só. Pesquise a sua empresa no ChatGPT e no Google e leia o que aparece como se você fosse um comprador que nunca ouviu esse nome. Anote o que está errado, o que está velho e o que ficou de fora. Essa lista é o seu roteiro das próximas semanas.

Depois abra o CRM e conte quantas oportunidades do último mês têm origem identificada. Se a maioria estiver sem canal, o furo está no rastro que some entre o clique e o registro, antes de qualquer ajuste na criação do anúncio. Corrigir isso melhora o resultado do que você já paga, antes de qualquer canal novo.

Fazer o Diagnóstico grátis do site

Esta página nasce da live ChatGPT Ads: sua empresa está preparada para anunciar para uma IA?, transmitida em 10/09/2026 no canal da Incuca. Para assistir às próximas ao vivo e conversar com quem participa, entre na Comunidade Incuca.

Perguntas frequentes

O que é o ChatGPT Ads?

É o formato de anúncio que a OpenAI abriu dentro das conversas do ChatGPT. O anúncio aparece no rodapé de respostas, dentro do contexto do que a pessoa está pesquisando. Segundo a OpenAI, ele fica separado da resposta e não muda o que o modelo diz.

Anunciar no ChatGPT faz a minha empresa ser recomendada pela IA?

Não. Uma coisa é comprar espaço, outra é ser citada na resposta. Ser citada depende do que existe publicado sobre a empresa, da clareza dos conteúdos e das menções da marca pela web. Um estudo da Ahrefs com 75.000 marcas apontou correlação entre menção da marca e visibilidade nas respostas de IA.

O SEO ainda vale a pena com a busca por IA?

Vale, e o caminho ficou híbrido. Uma pesquisa da Semrush com mais de mil consumidores americanos mostrou busca tradicional e IA sendo usadas juntas na mesma decisão. O trabalho continua sendo publicar conteúdo claro, atualizado e fácil de um robô ler.

Por que configurar pixel e API de eventos juntos?

Porque o pixel roda no navegador e pode ser bloqueado, principalmente por bloqueadores de anúncio. A API de eventos manda a mesma informação a partir do seu servidor. As duas fontes usam o mesmo identificador da venda, então a plataforma entende que é um evento só, sem duplicar.

Por onde começar se a empresa tem muitas ferramentas e poucas respostas?

Comece pela pergunta de negócio, antes de comprar mais tecnologia. Qual é o problema, quanto ele custa, que dado comprova e qual o impacto na receita. Depois arrume a origem das oportunidades no CRM, porque sem isso qualquer análise vira palpite bem apresentado.

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Lucas Adiers Stefanello

Lucas Adiers Stefanello

Fundador e CEO da Incuca, onde junta dados de marketing, vendas e receita para mostrar onde a empresa perde venda. Trabalha com tecnologia para negócios desde 2013 e coordena a Comunidade Incuca.

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